O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

3 de jan de 2013


Boletim médico
 
Depois de uma boa bateria de exames no hospital da rede pública Sírio-Libanês, Dilma recebeu um boletim médico melhor do que aquela galhofa de Lula quando disse que a "saúde pública no Brasil é quase perfeita". Dilma está ótima. Como sempre, diante de um BO hospitalar, o Sanatáorio da Notícia quer saber: Isso é bom, ou ruim? Bom para Dilma; ruim para o PT quer o seu puro-sangue de volta ao Palácio em 2014. Quanto aos reles mortais brasileiros, tanto faz como tanto fez: qualquer um dos dois - seja lá quem tenha derrubado o outro - ganha da oposição no primeiro turno. E a nação vai continuar doente.

Fica, Dilma!

Quando, Fernando HaHaHaddad disse, antes mesmo de pôr as mãos no fogo por Lula, que os mensaleiros têm que respeitar a decisão do Supremo Tribunal Federal, a criatura se queimou com o criador. Nem bem sentou na cadeira de prefeito de São Paulo e HahaHaddad já começou a fazer campanha para a reeleição de Dilma Vana.

O pior inimigo do PT

O mero presidente do PT, Rui Falcão só pensa naquilo: o 5° Congresso Nacional do partido, programado para o meio do ano. Acaba de rabiscar uma carta-intimação para o encontro nacional da facção que é presidida com honra pelo sempre presidente Lula. Falcão chora as pitangas dizendo que o PT é vítima de desmoralização, e que há uma campanha para carimbar Lula como corrupto. Vai aos extremos no papel que tenta enxugar um vale de lágrimas ao dizer que "as mesmas forças que levaram Getúlio Vargas ao suicídio e derrubaram João Goulart, abrindo espaço para uma ditadura de 21 anos, hoje atacam Lula". Jango nem sabia bem porque virou presidente e Getúlio teve coragem para escrever seu epílogo: "saio da vida para entrar na História". Na verdade, o PT está mais para Jânio Qaudros do que para Jango e Getúlio. Sabe bem porque está no poder, não tem herói que se anime a "entrar para a História" e enxerga forças ocultas onde não há. O pior inimigo do PT é o PT que Lula inventou.

O falcão e o tucano

É pra lá de público e notório o descaso que beira a ojeriza de Dilma Vana pelo mero presidente do PT, Rui Falcão. Daí esse mergulho de cabeça na campanha em defesa de Lula, o presidente de honra do Partido. Enquanto Dilma Vana for primeira-presidenta Falcão não mete o bico em nada. Se ela for segunda-presidenta, aí mesmo é que ele vai ter que bater asas rumo a lugar nenhum. Há quem diga que Dilma Vana diante de um falcão prefere um tucano.
 
Menos poste, mais luz

Dilma Vana é muito menos poste e muito mais luz do que Lula pensava. Quando Zé Dirceu abortou, no ano passado, a campanha "Volta Lula!", ela já começou a mexer os pauzinhos. Desmantelou o governo Série-B de São Paulo e mandou Rose passear; já tem cabos eleitorais em São Paulo - com HaHahaddad - no Nordeste, com Jaques Wagner; em Minas com o frágil Aécio; e no Rio de Janeiro, com os royalties do petróleo. Seu maior adversátrio é o PT lulático que, no entanto, sem a caneta para o canetaço e sem a chave do cofre para realizar a "estratégia de coalizão pela governabilidade", não é nem sombra daquela máquina pública capaz de tirar leite de pedra. Está no ar a campanha "Fica, Dilma!" - mais que um slogan, um pesadelo para os radicais livres do PT.

Lucas, o Toquinho deles

Lucas estreou no Paris Saint-Germain e quase marcou um golaço. Um dia após ser apresentado, o atacante brasileiro jogou 45 minutos na vitória sobre o Lekhwiya por 5 a 1, em amistoso no Catar onde cataram 11 vítimas para o jogo por rapadura. No meu tempo havia um jogador excepcional, chamado Toquinho. Habilidoso, driblador, inteligente. Jogou pelos três times da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul: Brasil, Farroupilha e Pelotas; o Bancário já havia virado apenas um bom estádio lá nos arredores da Estação Ferroviária. Era bonito de se ver Toquinho jogar. Mas diante do gol era um caso sério. Ganhou da três torcidas o apelido de "Oh!". Toquinho driblava meio mundo, chegava na cara do gol e... Oh! Quase fazia o gol. Errava. Invariavelmente. Lucas é o Toquinho dos franceses.