O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

5 de ago de 2015

BYÉ, BYÉ BRASIL

Eu acabei de ver o Byé Byé Brasil na TV. Aloízio Mercadante disse que a investigação da Polícia Federal e do Ministério Público sobre o esquemão de assalto à Petrobras vai "impactar em cerca de 1% do PIB deste ano".

E disse mais bigode abaixo: "O combate à corrupção traz benefícios, mas há um outro lado:o impacto econômico é forte". Logo em seguida, dando trela aos parlamentares lá dentro da Casa deles, Mercadante reclamou que por causa do impacto da Lava Jato "o setor da indústria naval já perdeu milhares de empregos".

Resumo dessa meleca toda: tá na hora de parar com a Lava Jato. Os geradores de emprego precisam continuar roubando para o Brasil da Silva ser o que vinha sendo até agora.

ENSAIO DE CONVULSÃO

A esgotosfera cumpre o seu triste papel de moleque de recados e vem dando sinais de que o dia 16 não vai ser aquele mar de rosas que os brasileiros indignados estão pensando para as suas manifestações contra a corrupção e os corruptos.

Vem anunciando, sempre que dá no jeito, que junto com o movimento sindical, o PT "prepara manifestação contra a intolerância e em repúdio ao 'atentado contra a sede do Instituto Lula' cometido na quinta-feira 30, em São Paulo".

E ainda promete: será a primeira de uma série de manifestações contra ataques em que "os alvos foram os petistas".

Ah tá... Quem é que já não sabia disso? Aquela bomba caseira só estalou porque saiu de mãos sem digitais que dirigiam um carro sem placa, numa rua sem ninguém por perto, numa hora em que o escritório de palestras estava vazio.

Então, como a Lava Jato já respinga as paredes do instituto e espera o elevador do triplex de São Bernardo, os exércitos de agricultores que nunca plantaram um pé de couve e de sindicalistas pelegos "bons de briga de rua" já começam a ensaiar a convulsão que lhes parece ser a única saída honrosa para o seu não menos honroso amo e senhor.

Sem alardes eu vou avisando: vai ter baderna; vai ter black bloc; não vai ter Forças Armadas na rua.