O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

7 de ago de 2015

A MÁFIA É O ESTADO
Dilma é só uma reles presidente

Nesses últimos três ou quatro anos eu passei por perto de dona Dilma Vana. Melhor, ela passou por perto de onde eu tinha que estar em duas ou três ocasiões aqui na Grande Ilha Calamar. Não me fez bem e o pior é que - dona Dilma nem se deu conta disso - eu também não fiz bem para ela. Mas, isso é imperdoável, já que ao contrário do que ela faz para todos nós, eu não lhe fiz mal.

Isso quer dizer que eu não morro de amores por ela, nem ela morreria de amores por mim, ou por qualquer brasileiro comum com o qual ela tenha cruzado fortuitamente o mesmo número de ocasiões, ou até mil vezes mais do que os tristes momentos em que senti seu perfume de gardênia pelo ar.

Então estamos combinados que estou de pleno acordo com os panelaços, apitaços, buzinaços e coisas quetais que possam mostrar que por dona Dilma Sapiens mais que antipatia, sentimos indignação e desconformidade pelo que ela seja ou represente.

E atenção! É aí, nesse ponto que eu quero chegar: dona Dilma Vana não é só ela. Dona Dilma Vana é ela e mais a máfia que se infiltrou no Estado brasileiro.

Então, quando só 8% da população aprovam o seu governo é porque 92% não gostam dela, do governo e do poder que ela representa.

Isso quer dizer que aonde a dona Dilma vai, só 16 milhões vão atrás. Os outros 185 milhões de habitantes dessa terra que ainda tem palmeiras onde canta o sabiá - mas já não tem petróleo como antes lá e cá - batem panela, buzinam e apitam contra ela e o que ela é: o ponto de referência do crime organizado que invadiu o seu governo.

Dona Dilma Vana não é sozinha a dona Dilma Vana; ela é dona Dilma Vana mais o seu partido e devidos sócios, o seu governo, a máfia pública e notória do regime que ela preside.

Quando se bate panela, se buzina ou se vaia e se apita, a gente chega a esse extremo porque - já debochava o cínico bonachão Carlos Imperial - a vaia, o apupo é o aplauso de quem não gosta.

E a gente não está gostando do aparelhamento dos três poderes constituídos, em todos os seus andares e escaninhos - Executivo, Legislativo, Judiciário - e também não gosta do aparelhado 4° Poder e nem do governo invisível.

Quando se apupa o que a gente não gosta, está vaiando todos os inventores, operadores e receptadores do Mensalão, do Petrolão, do BNDESão, do Eletrolão; está vaiando a banalização do mal; está gritando de indignação contra a falência da ética e contra a prática maléfica dos costumes; está berrando contra a Grande Desordem instituída no governalho que sofremos.

Os panelaços, apitaços, buzinaços são contra ela, dona Dilma Vana, porque o crime organizado a colocou como alvo fixo de uma crise que não é apenas econômica e nem tão só política, como a própria máfia em forma de Estado quer nos fazer pensar...

O berro da voz rouca das ruas, as mobilizações populares, as manifestações, passeatas, marchas, desfiles são contra a pior de todas as crises que uma nação pode enfrentar: a crise moral. O Brasil está perdido no olho de um furacão econômico, político e, fundamentalmente, moral.

Não se pode fabricar, como a máfia estatal deseja e quer, uma consciência para um poder central e centralizador; uma moral só para esse poder.

Minhas queridas companheiras e meus diletos companheiros, a moral, por sua natureza, não pode ser chefiada. Aprendi, correndo pela vida afora, que para o bem dos costumes de um povo o que vale é o domínio da moral na vida comum, corriqueira, natural, sem donos.

Então, no exercício do jornalismo que cometo há mais de meio século, pude perceber claramente, como se fosse um desses jovens recém saídos dos bancos acadêmicos, que a má notícia é que Brasil da Silva perdeu a moral.

A boa notícia é que os brasileiros não perderam o direito de indignar-se. E batem panela, e dão apitaços e fazem buzinaços. Só precisam ter consciência de que tanto alarido assim, não é apenas contra a Dilma Vana. Ela é só uma reles presidente da máfia que virou Estado.