O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

9 de mai de 2016

VIGÁRIO DO BAIXO CLERO
DÁ O CONTRAGOLPE POR DILMA

Tá, aconteceu o que todos os coxinhas do mundo, inclusive os coxinhas do alto comando do PT de Lula, mais temiam: o pusilânime alçou voo aos píncaros da glória! Waldir Maranhão, presidente interino da Câmara anulou a sessão que aceitou o impeachment da Dilma.

Ele acatou nesta segunda-feira o recurso do advogado-geral da Dilma, Zé Eduardo Cardozo que pedia a anulação do processo.

Maranhão já encaminhou ofício ao Senado pedindo a devolução dos autos à Câmara. O contragolpe foi dado com base em erros técnicos e assim é que, por enquanto, por mais uns diazinhos, prevalece uma vez mais o Direito Formal sobre o Direito Moral.

Mas, não se assustem que eu já estou tremendo. O processo está voltando é para a Câmara e não para os arquivos implacáveis da Advocacia-Geral da União por Dilma.

Voltará a ser julgado na mesma Câmara e Dilma e sua pandilha tomarão outra goleada.

E então o que é que se traduz dessa patacoada toda? Ora, que Waldir Maranhão, vai continuar sendo o mesmo vigário do baixo clero a que pertence; que Maranhão deixa de ser um estado da Federação e passa a ser um estado porcário, talvez mais rico pelo que há de estar tilintando em seus alforges; que o impeachment não morreu, apenas teve as pompas fúnebres procrastinadas.

E significa também que Dilma não vai mais tão cedo para o chuveiro. Ela ainda levará mais uns dez ou quinze dias para tomar outra lavada.

De resto, fiquemos todos imensamente agradecidos a Teori Zavascki pelo cálculo preciso de seu avassalador poder de cumprir com seu dever de gratidão para com Dilma que o sentou no Supremo Aparelho Federal, talvez só para isso mesmo: no momento derradeiro, ao apagar das luzes, na hora final, tirar Eduardo Cunha, ou quem quer que fosse, da presidência da Câmara.

Com Teori, a prática é outra: quem nasceu para ser Maranhão, jamais chegará a ser Distrito Federal. Mas, uma coisa é mais do que certa: daqui pra frente vai ser tanto barraco nesse Parlamento que o Congresso Nacional vai virar uma favela. Talvez precise até de uma Polícia de Pacificação.