O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

21 de mai de 2016

JANUS... OPERAÇÃO JANUS,
NADA MAIS POLICIALMENTE CORRETO

A Operação Janus, detonada nesta sexta-feira, tinha cara de que não tinha nada a ver com Lula, ainda que o maior reluzente no universo do seu corpo fosse Taiguara, sobrinho da primeira mulher de Lula. Taiguara Rodrigues dos Santos, não canta nada, mas faz ótimos negócios. Seu sucesso é nesse ritmo. 

Ele é filho de Lambari, irmão da primeira mulher de Lula. Saiu das docas de Santos com uma mão na frente e outra atrás e ficou milionário graças às benesses conseguidas na agência do governo para o comércio exterior.

Mas, para quem não entendeu bem a apresentação, a operação da Polícia Federal se chama Janus. Operação Janus Bond que age sob a tática do Mal de Lula: diz uma coisa e está fazendo outra. 

O cara que foi para a vitrine é o sobrinho, mas a Operação Janus quer mesmo é o tio político de Taiguara, mais um "Ronaldinho Fenômeno" da ex-pobre Famiglia Silva. É como se Janus estivesse atirando um laranjão em cima de Lula.

O Ministério Público Federal do Distrito Federal deixou propositadamente suas digitais mostrando que está following the money, mas que também quer saber se Lula “praticou tráfico internacional de influência em favor da construtora Odebrecht”. 
Neste começo de fim de semana, o encontrão foi na caixa-preta do BNDES que, por sinal, já está sob nova direção. Mas a sacudidela foi só assim por cima da caixa; só para revirar a papelada secreta que financiou uma obra notável da - imagine só! - Odebrecht, em Angola. 
Logo em Angola, onde na época Lula foi fazer palestra, por sinal patrocinada pela mesma Odebrech. O que é que o Lula tem que ver com as calças? Nada, não, Janus Bond só quer saber o tema da palestra e qual o interesse dos angolanos nessa enorme falta de assunto.
Mas, nessas horas quem tem, tem medo e quem não tem, também tem. É que a Janus Bond está curiosa. Eu disse curiosa e não furiosa. Mas está furiosa também. Chega de não saber de nada e palestrar sobre tudo.
E, para que depois não digam que a Polícia Federal não deu amplo direito de fugir da raia, ela já vai avisando que os procuradores Ivan Marx, Luciana Loureiro e Francisco Bastos estão procurando também o que está escondido nos contratos do BNDES que facilitou a ordem e o progresso de grandes obras em Cuba, na República Dominicana e na gloriosa e bolivariana República Venezuelana.
Então, convenham vocês todos comigo, nada para escangalhar os nervos de um traficante internacional de influência, como num domingo outonal ter-se a perspectiva de uma segunda-feira com as mãos atadas e um pé na cadeia.
RODAPÉ  - Mesmo que ainda não seja desta vez e nem na segunda-feira, uma coisa está mais do que provada: esses caras do Ministério Público, da Polícia Federal, do Judiciário de primeiras instâncias são, mais do que persistentes, pacienciosos; eles são maravilhosamente sádicos. Nada mais policialmente correto.