O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

22 de mai de 2016

CONVERSANDO A GENTE SE ENTENDE
E PODE ACABAR COM OS POPULISTAS

Este primeiro semestre tinha tudo para ser o mais retumbante da História do Brasil. Se você não está lembrado,  dá licença de contar: aquela tremenda, ordeira e progressista manifestação popular não fez ecoar a voz rouca das ruas só contra Dilma e Lula.


Alckmin, Aécio, Marina Silva foram todos vaiados e devidamente recompensados com manifestações de repúdio, quase tão expressivos e veementes quanto a aversão contida nas faixas, cartazetes, bandeiras e bandeirolas que saltitavam pelo país afora. 


E aí ficaram os calamares da República do Petrolão querendo discutir direita, esquerda, o bom e o mau, o preto e o branco, os nós e eles, o PT, o PMDB e o PSDB se engalfinhando como se todos não tivessem ganho as últimas eleições desses últimos 13 anos e meio de populismo safardana e desenfreado. 

Ficam todos, embasbacando o povo, as pessoas de boa índole, como se não fossem eles todos os fabricantes da mesma crise econômica, política e moral que fez o Brasil entrar em profunda falência criminosa. 

E, de repente, o povo nas ruas na maior inocência de sua indignação deu força ao impeachment da Dilma. E que bom que deu. Bate pé que ninguém te qué, atazanada! Já vai tarde e não deixa saudade. Vai-te, cobra!

E foi. Tá indo, diz o zé e diz o Arlindo. Mas, porque Dilma vai mais cedo pro chuveiro, isso não quer dizer que o povaréu deu um banho de democracia. Taí o Michel Miguel que não vai nos deixar mentir. É ele o novo presidente. Interino, por enquanto.  Novo só até amanhã, logo ali, posto que já mostra que será o mesmo Michel Temer de sempre. 

A mesma face dura e pétrea do PMDB  que nos governa desde que Zé Sarney fez-se presidente dessa República, em 1985.

Então, não esperem nada diferente nesse tempo que por aí vem. 

Os populistas continuam corrompendo a República, como se a democracia deles tem o colarinho perfeito e o nosso pescoço é que tem defeito. 

Populista é uma raça que se alimenta da pobreza. Já disse por aí algum observador político que "populista gosta tanto de pobre que vive multiplicando-os".

O que me dá na telha é que temos pela frente um tempo de aprimoramento da nossa indignação, até 2018. Nada pode acontecer no meio desse caminho, como as tais obscenas eleições antecipadas. 

Ai de nós que aconteça! Aí, seremos escravos de candidaturas como as de Aécio, Alckmin, Lula, Marina Silva e outros trambolhos dessa fauna do populismo nacional.

Temos ao nosso dispor esse meio incrível de comunicação que são as redes sociais e pelas quais podemos perambular falando a mesma língua, o mesmo idioma das três verdades da democracia: a liberdade de crença, a liberdade de pensamento e a liberdade de expressão.

Conversando a gente se entende. Vamos desmilinguir os partidos que nos embretam: hoje, como há séculos, eles escolhem antes de nós os candidatos em quem devemos votar, ou não. Que liberdade de escolha é essa de que me tornam súdito? 

Vamos perguntar a quem se apresentar como concorrente, o que é que ele faz na vida até agora; quanto ele ganha, o que é que ele sabe da vida que a gente leva nesse país tropical, bonito por natureza e abandonado por Deus? 

Se ele estiver desempregado, ganhará um salário mínimo, se eleito for.  Se estiver ganhando mais de R$ 3 ou 4 mil com direito a plano de saúde, então ele ganhará uma vez escolhido, a mesma coisa que está ganhando e até o mesmo plano de saúde. 


Se não tiver plano de saúde, será um prefeito, um vereador ou coisa parecida se tratando pelo SUS, como a maioria dos eleitores que o elegeram. Ah,sim... Nenhum deles terá direito a cela especial nem foro privilegiado.

Delírios à parte, meus camaradinhas, está na hora de nos educarmos politicamente. É que conversando a gente se entende. Aqui, no Face, então, é uma beleza. 

Podemos, aos milhares falar a mesma língua, sobre os mesmos problemas políticos e existenciais - os tradutores eletrônicos estão aí e, afinal, só falamos dois idiomas: o português e o espanhol, aqui nessas plagas. 

Só desconfio de uma coisa que pode botar a perder todo esse plano de derrubada dos populistas: nós somos milhares de milhares, milhões de mortadelas, coxinhas e mascadores de chiclete... Mas eles, os populistas e cuspidores podem ser bem mais numerosos do que nós.