O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

19 de jul de 2015

LULA CONDENADO E EM 
LIBERDADE CONDICIONAL

Para mim, há muito tempo, Lula, o Brahma, fantoche do Clube do Bilhão e dazelites que o usam como um camelô de luxo, já está condenado, desde que ele e sua pandilha de sevandijas foram flagrados com a boca na botija.

Lula, o Brahma Sapiens desfruta hoje o gozo de uma dolorosa prisão condicional, benefício concedido a malfeitores republicanos e notórios nessa Terra da Tocha de Dilmandioca Olímpíca.

É que, para mim, livre de verdade é aquele que não é escravizado por nenhuma torpeza ou vilania. Para mim, Lula, o Brahma das empreiteiras é um convicto de suas mazelas e seus abusos. Está preso a seus malfeitos; seus erros o condenam.

Lula, o Brahma, já não viaja como dantes para palestrar para ditadores dos cinco continentes. Lula, o Brahma, já não se encontra mais com Rosemary, a escafedida, e nem sequer tem liberdade de lhe dar 200 telefonemas por ano como outrora.

É que liberdade é um bem que só pode ser desfrutado por aqueles que vivem segundo as suas próprias escolhas. O Brahma já não vive segundo os ditames de suas vontades e de sua sempre escrachada liberalidade. Vive preso nas masmorras nababescas de seu império de coalizões espúrias.

Lula, o Brahma, já não liga para os companheiros bons e batutas convidando-os para um bom passeio de iate, ou para uma boa pescaria nas praias da Marinha e muito menos para lhes emprestar o falso e tradicional estímulo "tamo junto nessa, companhêro!". Está encarcerado em seus achaques, seus labéus e desonras .

Pô, isso lá é liberdade? Cadê a liberdade de um cara que conseguiu perder para si mesmo o direito de ser livre de graça, sem pagar tributo a patrões de um cartel de empreiteiras de rapina? A convivência com corruptos ativos e passivos é o sintoma mais infalível de liberdade condicional.

Lula, o Brahma, já não sai sozinho às ruas; nem pula mais a cerca ou escancara portões das fábricas, seu esporte preferido nos velhos tempos do ABC. Lula já não é mais ouvido por ninguém. Ele fala e ninguém mais escuta. Convoca os exércitos de Stédile, da UNE, dos sindicatos pelegos e só meia dúzia de gatos pingados à moda black bloc é que dão as caras.

Faz tempo que ele nem sequer se encontra com os filhos, Fábio Luís, o Lulinha, Marcos Cláudio, Luís Cláudio, Sandro Luís e Lurian, todos de sobrenome e codinome Lula da Silva; nem com a sua Galega, a não ser que seja na Calada da Noite, posto que à meridiana luz do dia, isso já não se dá e nem acontece.

É que não há senhorio maior em uma casa que não seja a liberdade do coração. Quando o amor fraterno, paternal, de lar doce lar se esvai, lá se vai também a liberdade na sua mais pura expressão de cidadania familiar e saudável.

Lula, o Brahma, já não nomeia mais ninguém nessa República: nem diretores da Petrobras ou do Dnit, nem de qualquer escalão menor que o BNDES nesse país; muito menos ministros e conselheiros na Esplanada ou no Planalto como um todo. Dá pitacos a torto e direito, mas não passa de palpiteiro. Todos já sabem que, o que ele tinha que estragar, já estragou.

A sua pretensa autoridade não ganha nada pressionando a liberdade de escolha; pelo contrário, a liberdade que já não tem, debilita a sua autoridade.

Lula, o Brahma, desde que a Operação Lava Jato começou a botar os podres de sua herança maldita para o principado de Dilmandioca Sapiens e para os brasileiros subservientes, não é mais para os homens de bem do que um condenado em pleno gozo de uma deplorável liberdade condicionada.

Isso nem é liberdade; é prisão condicional. Ser vitalício e infalível presidente de honra do PT é hoje viver numa cadeia de malfeitores de malfeitos públicos e deslavados.

De minha parte, nem candidato a vereador ele pode ser. Quer dizer, ainda pode, mas não leva o meu voto. Até para isso a sua liberdade é condicional. Eu tenho liberdade para não lhe dar meu voto. Voto mesmo, numa urna eletrônica indevassável, ou um simples voto de confiança - coisa que se dá nesse país até para os mais reles delinquentes.

Minha liberdade de pensamento me permite colocar tornozeleiras eletrônicas virtuais em Lula, o Brahma, camelô de luxo do Clube do Bilhão. Por enquanto, tornozeleiras imaginárias... Mas para mim, liberdade é isso. Ponho Lula, onde e quando me dá na telha.