O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

10 de mai de 2016

HAI KAI
Quase dantesco / Mas Maranhão, apenas... / Era momesco.

O TERREMOTO DA REPÚBLICA VIROU
TREMELIQUE: O IMPEACHMENT CONTINUA

E assim a República passou por mais um susto. Waldir Maranhão, um vigário do baixo clero, cedeu às manhas e artimanhas do rábula-geral da Dilma e cometeu o desatino de desestabilizar a ordem da já desordenada política e anular por maléfica influência do vassalo do poder, Zé Eduardo Cardozo, a sessão da Câmara que mandou o impeachment para o Senado.

Logo, no entanto, o Senado retomou as regras do jogo e o terremoto jurídico se transformou num ridículo tremelique dos dois maiores desesperados dessa republiqueta em desencanto: Dilma Vana e Cardozão.

Ela, completamente fora da casinha, com destino incerto, posto que pode homiziar-se no Palácio Alvorada quando o manicômio seria o seu melhor lar, doce lar.

 Ele, réu peremptório e confesso do crime de aliciamento ao beócio, abobado e abobalhado Waldir Maranhão, o presidente interino mais provisório da história do Parlamento brasileiro.

Zé Cardozo merece responder a processo sumário por abuso e desvio das funções de advogado-geral da União, pela prática confessa de advocacia particular indevida e por usar de manha e artimanha para proteger uma patroa destrambelhada e sem noção como Dilma Vana.

Mas Zé Cardozo merece mais: deve submeter-se a julgamento imediato pela primeira e mais simples corte de justiça por cometer, no caso de Waldir Maranhão, o crime de aliciamento de incapaz.

Isso, na melhor das hipóteses, é um prevalecimento digno de um daqueles advogados porta-de-xadrez.

Cardozo age de maneira escancarada e persistente arrepiando a lei e a ordem como um irresponsável e contumaz rábula chave-de-cadeia.

O Brasil ontem mesmo voltou ao normal de sua anormalidade habitual desses arrombados 13 últimos anos, quando o julgamento do impeachment da Dilma assentou-se no Senado com pompa, circunstância e debaixo do berreiro histérico das bruxas republicanas e dos equilibristas mambembes do grande circo do poder estabelecido.

Nesta quarta-feira Dilma deve começar a caminhada de 180 dias rumo ao destino que um dia, já faz tempo, abrigou um outro grande engano nacional: Fernandinho Beira-Collor. Resta esperar que, amanhã ou depois, Dilma não volte ao cenário da politicalha como senadora da República.