O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

9 de mai de 2016

A BADERNA DOS PROCRASTINADORES
NÃO EMPERROU O CURSO DO IMPEACHMENT

Vou tentar ser explícito sem chegar ao gozo da pornopolítica que vem sendo praticada há mais de 13 anos pelo PT e seus sócios da mesma dor. O que se dá agora é que o babaca do Maranhão foi levado na lucrativa conversa do advogado-geral da Dilma, Zé Eduardo Cardozo.

Renan Calheiros, do alto de sua cadeira na Câmara dos Lordes, ignorou tal qual um Andy Warhol, o ato descabido, intempestivo e fora da casinha do vigário do baixo clero, Waldir Maranhão, atrás dos seus 15 minutos de fama.

Resumo da ópera bufa: Renan deu continuidade senatorial ao processo ignorando o ato de Maranhão. De nada valeu Dilma e Cardozo emprenharem Maranhão pelo ouvido.

Ele pariu um aborto. E como foi prematuro, o natimorto ganhou um pacote de negativas para que seu patriarca aprenda a não fazer brincadeira com a democracia.

Mas aí, o plenário do Senado virou barraco. Um barraco varrido às pressas e aos gritos por uma turma de faxineiros procrastinadores da República. O mantra dos badernistas governeiros: "Estão tirando o mandato de uma president@ eleita com 54 milhões de votos".

Ora, triste e comovente besteira: o Michel Temer vai entrar no lugar dela como vice-presidente eleito, vejam só!, com os mesmos 54 milhões de votos.

Mas, não pensem minhas queridas e meus diletos camaradinhas que os procrastinadores vão deixar por assim mesmo, baratinho assim. Eles vão apelar para o STF, supremo poder acima dos demais poderes dessa democracia de gaveteiros.

E assim é que o Congresso Nacional de barraco virou favela. E essa é a única obra que o governo do PT conseguiu tocar. Mas ainda, por força do hábito, está inacabada. Obra sem fim nesse governo virou mania.

De qualquer maneira os procrastinadores da República do Petrolão vêm garantido a soberania do Supremo Tribunal Federal. E o Supremo tem, como nunca antes na história desse país, feito jus ao nome. Ele é o poder Supremo.

Não só interfere nos outros poderes constituídos, como decide o que são e o que bem entende que sejam a vida do Executivo e do Legislativo.

Vivemos assim, sob uma suprema perspectiva de ver o regime da nossa sociedade sob uma intocável ditadura jurídica. Felizmente, até aqui, o governo do PT não tem conseguido penhoradamente agradecer. O Senado, malgrado a tentativa de baderna dos procrastinadores, vai decidir. Até quarta-feira, Dilma pega o seu boné e vai mais cedo pra casa.