O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

25 de mar de 2016

AGORA É TARDE, 
INÊS É MORTA

Esse tal café da manhã da Dilma com a imprensa estrangeira chegou depois que Inês é morta. O mundo já sabe que passou por bobo esse tempo todo em que acreditou no Brasil Maravilha que lhe foi repassado a golpes de marketing e palestras de Lula.

Não há pão com mortadela que faça um jornalista mudar de opinião depois que ele descobre a farsa que tinha como fonte. O factoide desse café da manhã só veio agora, quando a presidente do Brasil já não consegue esconder que é a Rainha da Inglaterra.

Para a imprensa estrangeira o fato é que agora é tarde, Inês é morta. Camões diria que "aconteceu da mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha...".

TENHO MEDO DE
TRIBUNAIS COM MEDO

Vocês vão dizer que eu estou ficando meio lulático da cabeça. Mas, vendo e ouvindo e lendo as declarações de um ministro do Supremo atrás do outro dizendo que o "impeachment não é golpe" fico tipo assim com as orelhas em pé e com o pé atrás.

Não é que eu não goste, ou não queira. Saber da boca de um douto de capa curta que o impeachment não é golpe já me soa aos ouvidos como uma condenação inicial a essa democracia de gabinete, cheia de gaveteiros. E isso me agrada.

Mas é que só agora, com a pressão da voz rouca das ruas é que esses ministros proeminentes e soberanos vêm dizendo o que já sabiam há muito tempo.

Tenho medo de tribunais, da primeira à última instância, compostos por juízes que julgam sob o peso do medo, pelo temor ao povo. Tenho medo, pô!, de juízes que decidem pela pressão do clamor das ruas; que julgam para que não sejam condenados.

Tenho medo de juízos feitos à força; de tribunais amedrontados.Não me agrada justiça constrangida, feita por intimidação. Tenho medo de que esses julgadores nos condenem a um estado permanente de opressão. Tenho medo de tribunais com medo. Não confio neles.

HORA DE VAZAR

Esse Lula nunca foi flor que se cheirasse, mas agora sua cachola está cheirando a vazamento. Com um pé em todos os ministérios da Dilma e com os fundilhos na cadeira dela, ele teve o descoco de pedir "seis meses de paciência aos políticos e aos brasileiros" para ele fazer o Brasil voltar a ser o país da alegria. É muita pretensão pra tão pouca água benta. Lula se acha mesmo o pai da manada: diz que vai fazer em seis meses o que há mais de 13 anos ele próprio e o PT de fio a pavio não conseguiu fazer. Lula está no ponto. Ponto de partida. Tem mais é que vazar. Vazar daqui. Talvez ainda seja tempo de começar a gozar a dupla cidadania da sua família, da Galega aos expeditos rebentos.