
Os arautos oficiais não dizem, mas é pouco provável que Dilma tenha perguntado ao seu visitante se sua esposa Gleisi Hoffman, donatária da Sesmaria Casa Civil, já devolveu mesmo os R$ 41 mil que recebeu para sair da Itaipu para ser candidata.
Pode ter perguntado também como é que vão suas relações com a falange que tinha agronegócios lá no Paraná com a banda larga de Wagner Rossi, afilhado de Michel Temer no Ministério da Agricultura do PMDB. Mas o blog não chega a tanto.
Outra audiência de Dilma hoje foi com Ana de Hollanda, a irmã de Chico Buarque aquele ex-bom compositor, razoável cantor e péssimo cabo eleitoral.

Nem há qualquer sinal de que o blog, em nome de Dilma, tenha se preocupado em saber se a simples devolução dos embolsos "malfeitos" seria suficiente para apagar do currículo dos ministros, flagrados pela maldita imprensa investigativa, a marca de aproveitadores da coisa pública que singelamente conquistaram.
Assim é que a terça-feira gorda começou bem para todo mundo. Nada foi dito, porque nada foi perguntado. E, como um e outra, tinham cometido o que a primeira-mulher-presidenta do Brasil chama de "malfeitos", os malfeitores foram dispensados e instruídos para tocarem bola pra frente que atrás vem gente.