O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

16 de abr de 2015

JÁ COMEÇOU
Além de não ter recebido o telefonema solidário de "Tamo junto nessa, cumpanhêro!" que Lula comete quando seus melhores asseclas, João Vaccari Neto, já começa a gozar os primeiros sinais do ostracismo a que será relegado. Dilma Vana pulou das tamancas ontem e vociferou: "Não quero uma frase em defesa de Vaccari". No PT é assim, rei morto, rei posto.

DENGUE
Século 21 e o brasileiro vai morrendo de dengue aos montes. O governo que o Brasil da Silva nos impõe acha que bota na TV uma campanha de publicidade e já cumpriu o seu compromisso. É o único caso no mundo que uma epidemia é resolvida por slogans. o Ministério da Saúde, também na dengue, é uma ótima prova de que o governo Dilma faz saber, mas não sabe fazer.

TIMES DENGOSOS
Por falar em dengue, o atacante Guerrero, do Corinthians, está com dengue. O goleiro Aranha, do Palmeiras, está com dengue. Os dois times se enfrentam neste final de semana. Dirigentes corintianos estão pensando em propor à Federação Paulista de Futebol que, nenhum dos dois times possam preencher as vagas dos seus dengosos. Assim, o Corinthians jogaria sem atacante e o Palmeiras, sem goleiro. A direção do Palmeiras concorda... Desde que o árbitro seja o presidente palmeirense. esse jogo promete.

ALELUIA!
Alelulia! Estamos salvos! Agora vai! Dilma Vana, ao invés de governar, acaba de nomear Henrique Alves para o Ministério do Turismo. Oba! Agora sim, vamos todos voltar a viajar pra cima e pra baixo; pra dentro e pra fora. Até o dólar turismo vai baixar. Já não vamos mais precisar ter quatro reais no bolso para comprar um dólar furado.

SALÁRIO ESPERTO
Vendo que a inflação vai a galope nesse Brasil da Silva, a expedita president@ Dilma Vana salta na frente e já propõe o novo salário mínimo de R$ 854 para janeiro do ano que vem. Como é ligeira e dadivosa essa senhora... Não sei se compro ovos ou tomates com o primeiro salário de 2016 para homenagear dona Dilma & seus Levyanos... Se eles ainda estiverem fazendo estragos por aí.

NOTÍCIA VELHA COM JEITO DE NOVA
Não é por nada, não, mas ainda que essa prisão do Vaccari já esteja ficando chata - afinal, nem era para ser notícia, de tão manjada - a gente tem que concordar: essa cadeia do até ontem tesoureiro do PT cola na cola da Dilma o Petrolão e revigora as chances de impeachment. Então, já que é assim, a gente vai continuar fingindo que um tesoureiro do PT ser preso é uma grande novidade.

O ADMIRÁVEL MUNDO NOVO VIRTUAL CHEGANDO
A BRASÍLIA PARA UMA REVOLUÇÃO CONCRETA

Ainda bem que a indignação popular contra a corrupção civil e pública, contra a incompetência dos governos e a desigualdade entre o mundo político e a realidade brasileira, vem se manifestando nas mobilizações de rua.

Do contrário, a democracia, a ordem e o progresso estariam hoje única e exclusivamente nas mãos do admirável grupo da Operação Lava-Jato.

Admirável, mas sem a devida e necessária blindagem contra os detentores do poder estabelecido. Admirável, pois... E frágil demais, exposta demais.

É um alvo fixo e fácil para o crime organizado estatal que, a qualquer momento, pode usar os métodos que usava quando era apenas o crime organizado das ruas.

Não há quem diga não acreditar que os policiais federais, os promotores de Justiça, o juiz Sérgio Moro, não sejam fortes candidatos a um futuro certo e previsível tipo Toninho do PT e Celso Daniel.

Não há quem possa dizer que eles estejam imunes a uma diverticulite oportunista como a de Tancredo Neves, a um acidente aéreo como o que sofreu Castello Branco, ou a uma tragédia rasteira de estrada como a de JK.

CONCRETITUDE

Então, ainda bem que a indignação popular que tem saído às ruas, está chegando a sua fase prática. Os condutores de algumas das redes sociais  - Vem pra Rua, Brasil Livre, Revoltados Online e similares - estão chegando a Brasília.

Vamos ficar de olho neles; vamos deixar que eles nos representem nessa hora. É o que temos para confiar neste momento crucial de juntar a nossa visão de democracia, de Brasil justo e igualitário, aos condutos legais que podem ser legítimos e assim, passarmos do berro para a ação; do sonho para a realização. E ainda bem que os temos.

Esse pessoal merece a nossa confiança vigiada. É preciso que esses que estão chegando a Brasília - centro do poder decisões nesse país, saibam exercer a arte da escolha.

OUTRA DEMOCRACIA

Tomara que saibam escolher, dentre os desacreditados senhores dos três Poderes constituídos, aqueles que sejam os mais acreditados, os que têm caráter digno, os que se pautam pelo comportamento ético, os que não têm ficha-suja. Não se trata aqui, daquela ficha que se mantém limpa, enquanto "não há provas em contrário".

Que o grupo que está chegando a Brasília nos represente, exercendo o poder que a voz das ruas lhe concede, para eleger em nosso nome as autoridades que podem, em nome do Estado, se juntar aos nossos clamores de rua e lutar contra a corrupção, os desmandos, as desigualdades sociais que formam castas, com os ricos do governo comprando pobres.

Que essa turma possa lutar conosco por democracia, melhor saúde pública, mais segurança, salário digno, serviços essenciais básicos como transporte, alimentação, vestuário, lazer, previdência social.

O FRIO DA ESPERANÇA

Sinto que o momento está chegando. E o frio que me corre pela coluna vertebral, é um frio de esperança; uma sensação de que, posso estar assistindo o início de uma grande virada nessa mixórdia em que se transformou o nosso país. Não tenho vergonha de ter esperanças.
Não faço parte daqueles que nada esperam, só para que não sejam enganados. Espero. Espero sempre. E por isso, posso cobrar de quem só faz saber e não sabe fazer.

O que sei agora é que o sentimento de esperança de um povo sempre lhe deixa um resto de força para derrubar as forças que desmontam as suas expectativas, suas perspectivas.

Sinto que está chegando a hora. É preciso, pois, e por isso mesmo, muito cuidado com aqueles que hoje podem estar começando a transformar nossas aspirações, nossos anseios, em ações efetivas.

O TEMPO NÃO PERDOA

Sinto que chega o momento de se iniciar uma obra concreta de reerguimento da democracia que o Brasil já deveria estar desfrutando desde o fatídico dia em que essa "redemocratização" começou com o PMDB de Sarney e, depois de passar por oito anos de tucanagem chegou até aqui, neste estado lastimável, pelo PT.

Essa turma de novos líderes, nascidos desse admirável mundo novo das redes sociais, merece o nosso aval: é a chance que nós temos de sair do ar para o concreto. E porque merece, conta com a nossa expectativa e a nossa cobrança.

Não fosse assim, eles teriam tanto a nossa atenção e confiança quanto a que deixamos de ter há muito tempo nos políticos e autoridades que tomaram de assalto o nosso país.

Espero, com alma, coração e vida - isso já deu bolero - que eles não joguem fora este momento, esta ocasião de saber fazer e que eles não se deixem morder pela mosca azul, pois é, em momentos como este que está chegando que mais é preciso empenho, sofrimento e luta para que, com o bom combate, a gente acabe por vencer.

Eu acredito no que há de novo nesse momento: é a primeira vez nesse país que o virtual pode virar concretitude. Isso é novo; é diferente. E aí reside a chama da esperança que não se apaga.

Podemos fazer algo diferente. Botar o povo sentado lado a lado com o Poder estabelecido é algo inédito nessa democracia: podemos começar a fazer as coisas de forma diferente do que até aqui sempre foram feitas pelos mesmos de sempre e, por isso, sempre mal feitas.

Podemos estar começando a virar, revirar, revolucionar esse Brasil da Silva, onde fazer mal e fazer o mal merece recompensa. Pode ser que daqui pra frente, fazer bem e fazer o bem, não nos pareça ser apenas uma loucura, uma aventura perigosa.

Isso pode estar apenas começando. E pode levar tempo. E todo mundo sabe que o tempo não perdoa nada daquilo que se faz sem ele.

ENTRELINHAS

Por favor, prezados neo-representantes virtuais pró-concretitude: não escolham para interlocutores entes manjados como Renan Calheiros, no Senado; Eduardo Cunha, na Câmara; Dias Toffoli, na Corte de Lewandowski; Zé Dirceu, para efeitos de consultoria; nem tampouco entidades abnóxias como certos institutos que vão de Lula a FHC; ou certas ordens como OABs e centrais afins eivadas de pelegos.

RODAPÉ - Não pense você, meu parceiro de andanças pra cima e pra baixo, que a redução de milhões e milhões de brasileiros que têm saído as ruas, a um pequeno grupo de representantes seja o fim de tanta honesta e justificada indignação. 

Esse grupo nasceu do povo que se identifica pelas redes sociais. Isso, pode ser o resumo do simples começo da revolução ética que nós todos esperamos para o Brasil. Nosso país pode estar começando a libertar-se do jugo dessa geração de assaltantes que se homiziou no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Espero. Esperem comigo.