De lá pra cá, não moveu uma palha no sentido de cumprir mais uma de suas promessas sem pé nem cabeça, mas com muitos tentáculos.
Agora, ainda que sem representar como antes a voz rouca das ruas, ele se desdiz como sempre se desdisse, num espetáculo dantesco de irresponsável e repetitiva coerência com o surrealismo de sua própria natureza.

Bota e tira ministros; afasta martas e empurra hahahaddads; recebe estadistas de meia-pataca, como se presidente ainda fosse; diz e desdiz o que uma primeira-mulher-presidenta deve fazer, ou não; influencia tribunais, amarrota togas, puxa cadeiras e tapetes no Senado e na Câmara. E se desdiz. Como sempre.
Foi ele agora mesmo quem consagrou o deputado paulista Jilmar Tatto como líder do PT na Câmara. Acabou com as alegrias do rochonchudo Cândido Vaccarezza, líder do governo que defendia que a liderança ficasse com o petista cearense Zé Guimarães.

Mas nem tanto... Para sepultar o pretenso líder, Lula ressuscitou o Mensalão. Justamente aquele que ele jurou ser uma farsa. Nada demais. Apenas Lula se repetindo no Lula de sempre.