O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

9 de nov de 2015


OPERAÇÃO LAVA JATO:
AGORA É A VEZ DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Para o procurador da República, Daltan Dallagnol, "agora é a vez dos partidos políticos". E já não era sem tempo, eis que esses tais partidos políticos são as mais organizadas facções do crime organizado que não só se infiltrou no governo, mas tomou o lugar do Estado.

A força-tarefa da Operação Lava Jato vai pegar no pé de meia agora dos partidos políticos. Vai apurar a responsabilidade de cada um deles na lavagem desabrida e bilionária do dinheiro que chegava aos seus cofres - o que chegava - procedente da roubalheira na Petrobras, em particular, e da gandaia no Petrolão, como um todo.

Agora, é modo de dizer. O tranco e barranco vai começar em 2016. Os partidos vão ter tempo de sobra para lavar a s mãos, ou sujar a barra.  Até aqui, a Lava Jato já recuperou para os cofres públicos mais de 2,4 bilhões de reais.

Esse retorno foi obtido só com os operadores, com a turma pé-de-chinelo dos lobistas e corretores, dos camelôs de luxo; imagine agora o que não vai cair do céu com os partidos, os receptadores.

O que a Lava Jato quer agora é descobrir, julgar e condenar as siglas, essas legendas urbanas que servem de conduto para o desperdício de bilhões e bilhões de reais que deixam de ser empregados na saúde, educação, transporte, segurança, justiça e igualdades sociais.

A porca vai começar a torcer o rabo para essas facções até hoje imunes e impunes, em forma de ações cíveis, coisa que até aqui só aconteceu com empresas, empreiteiras e similares tçao presatadoras quanto repassadoras de serviço.

A força-tarefa coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol e pelo juiz Sérgio Moro, vai querer a devolução dos valores desviados, afanados da Petrobras, coisa que, só no período de 2004 a 2014, bate na praia dos mais de 20 bilhões de reais. A ideia é a Justiça reter os valores dos tais Fundos Partidários e suspender e cassar os registros dos partidos.

Sobre isso, Daltan Dallagnol, não teve papas na língua: "Vamos entrar com uma ação cível contra os partidos que participaram dos crimes, que atuaram para que os benefícios de recursos acontecessem e se beneficiaram dele".

E assim é que, se a gente prestar bem atenção, a  Polícia Federal, o Ministério Público Federal, pela ação das equipes de Deltan Dallagnol, do procurador Carlos Fernando dos Santos e a Magistratura Federal pela força-tarefa coordenada por Sérgio Moro, já estão nos mostrando como se restaura a República nesse país.

Não estão inventando nada; não estão criando leis, só estão cumprindo o que determina a República para salvar a democracia doente e malsã que vem sendo praticada pelos organismos mais putrefatos contaminados pelas células criminosas que se espalharam como metástases pelo governo que contaminou o Estado.