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Aos 34 minutos do primeiro tempo que foi igualzinho ao segundo, numa jogada de laboratório, exaustivamente treinada entre Neymar e ele mesmo, o ainda colorado Leandro Damião aproveitou o cruzamento do garoto da Vila e garantiu de cabeça o emprego de Mano Menezes por mais um tempo.
Enquanto isso, na tribuna de honra do estádio, Pelé - o melhor jogador em campo - não sabia onde era a porta de emergência. Não conseguia livrar a nuca do bafo de Marco Maia, o segundo metalúrgico que um dia ocupou a presidência do Brasil e que, como presidente da Câmara Federal tinha muito que fazer lá na Suécia.
Na grama, o amistoso se arrastava com o selecionado da CBF tomando todas as precauções para não tomar um gol de revegueio. Aos 38 Minutos da segunda fase, como Neymar era a única coisa boa de se ver no jogo, Mano Menezes o tirou de campo para fazer as vontades de Lucas que anda meio choroso pelo banco de reservas, mais do que pela prata que abocanhou.
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Um minuto depois, o mesmo Pato, revelando-se um matador implacável, infiltrou-se pelo meio e sofreu pênalti. Ele mesmo bateu, só para provar a Sílvio Berlusconi porque deve continuar no Milan e namorando a sua filha.
E assim, sem jogar bulhufas, sem ter esquema de jogo, sem ter uma equipe definida, a seleção da CBF consolida Mano Menezes por mais um tempo como técnico. É, até prova em contrário, o selo de garantia para dar na Copa das Confederações mais que uma medalha, uma taça de ouro maciço para Zé Maria Marin.