O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

24 de ago de 2016


MENSAGEM DO GARANHÃO DE PELOTAS
SOBRE O 24 DE AGOSTO NA REPÚBLICA

Lá da Itália, onde está vendo de perto o que aconteceu com o terremoto que abalou a Velha Bota, o Garanhão de Pelotas me mandou uma mensagem sobre a data de hoje. E, como seu porta-voz e ghostwriter, eu a transcrevo para vocês. Boa leitura. 

O GARANHÃO E A REPÚBLICA DO PETROLÃO


Deixem que eu relembre umas coisinhas para vocês que são do meu tempo e deixem também que eu conte as mesmas coisinhas para os brasileiros que têm, digamos, menos experiência de vida, ou aniversários já festejados. 

Foi assim: Getúlio  Vargas, naquele 24 de agosto de 1954, se sentia - bem do jeito que Lula diz que se sente hoje - massacrado pela oposição, pela "República do Galeão" e pela imprensa, então Getúlio escolheu a noite de São Bartolomeu para sair da vida e entrar na História.

Depois de uma reunião ministerial de emergência, em que foi levado a escrever a carta de renúncia, Getúlio cometeu suicídio com um tiro no coração em seus aposentos no Palácio do Catete, naquela triste e pesada madrugada.
A coisinha que eu lhes estou falando teve os últimos momentos bem assim, ó: encerrada a reunião, ele subiu as escadas para ir ao seu apartamento. Virou-se e despediu-se do então ministro da Justiça Tancredo Neves  e lhe deu uma caneta Parker 51 de ouro dizendo:  "Para o amigo certo das horas incertas!".
E aí, todo mundo ficou sabendo o que aconteceu. Até o Lula sabe disso. E a Dilma também.
Mas, pelo tamanho de suas grandezas, eles pensam que a gente tem que engoli-los até que 
a vaca tussa. E também tem um pequeno detalhe, eles não dariam pra ninguém uma caneta 
Parker 51, ainda mais de ouro.

Mas, hoje, no caso da dama fora do baralho, é bem como diz e como fez o Michel Miguel, 
presidente alternativo no exercício  do cobiçado cargo dessa República do Petrolão:  
"Jamais engoli-la-emos!". 

Isso pode ser ênclise. Ou apenas mais uma grande e convicta bobagem desse senhor  de 
eterno colarinho branco que também não é produto de fácil digestão. O colarinho, não; 
o Michel Miguel.