O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

14 de ago de 2016

OLIMPÍADA, ORA BOLAS!

BRALÍMPICO 2 a 0 CARTEL COLOMBIANO

Pra começo de conversa de arquibancada: esse Gabriel Jesus tem cara de ser o neto chorão do Wilson Simonal. Mas não joga nem metade do que o Simonal cantava.

Já estamos no 12° minuto de batalha. Gol. Gol de Neymar. De falta. Não foi gol de Neymar; foi castigo para o ranço dos colombianos que, decerto, aspiraram no vestiário mais do que a simples classificação.

Pelo jeito com que os colombianos tentam matar cada jogada, esse time da Colômbia não é uma seleção; é um cartel. E são dissimulados. Não deixam pistas. Quer dizer, não deixam ninguém na pista. Matam a jogada e quase matam o jogador.

Aos 27 minutos, o número 17 da Colômbia caiu tão espalhafatosamente, caiu em campo se rebolando e se contorcendo tanto de dor que deu a impressão de que nunca mais jogaria futebol na vida. Assim que se levantou, ele mesmo cobrou a falta.

Ah, o segredo do sucesso desse Gabriel Jesus é que quando a sua porção Gabriel erra, o Jesus perdoa. Enquanto isso, o jogo parece que é de exibição para introduzir uma nova modalidade para os Jogos de 2020: Caça ao Pé de Apoio.

Para quem não gosta de Neymar, esse foi o jogo do ano. Nunca antes na hist´poria do futebol desse país um jogador levou tanta porrada como o contestado capitão do selecionado brasileiro.

Se as minhas canelas valessem o que valem as canelas do Neymar, eu não jogaria contra a Colômbia nem que o Garanhão de Pelotas me pagasse o dobro do que ganha Neymar e nem mesmo que a Dilma fosse pro brejo.

Como é bom esse Gabriel Jesus: dos 20 dribles que quis dar, errou apenas 20; dos 15 passes que tentou, errou só 15. Vai ver que foi por isso que ele deu certo no Palmeiras.

Tá, bola que rola. Se esse N° 9, o tal de Borja da Colômbia, jogasse contra o time da Charqueada São João, onde o Garanhão de Pelotas era goleador e bancava também o Aranha Negra embaixo das traves, o Ronaldo terra e o Sérgio Russo já o teriam escalpelado no primeiro tempo.

Epa! 83 minutos de jogo... Quando o Luan estava quase pegando no sono, despertou o Itaquerão com um golaço.  Recebeu um merengue de Neymar e fez de cobertura. A rede da Colômbia parecia um glacê. Pronto, 2 a 0. Colômbia despachada.

E agora digam o que quiserem dizer de Neymar; menos que ele foge da pauleira. Contra o cartel colombiano ele foi capitão e general da banda.