O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

20 de ago de 2016

OLIMPÍADA, ORA BOLAS!

BRASILÍMPICO 6 X 5 ALEMANHA


Depois dos riquefafes de sempre, chegou-se ao 10° minuto de jogo. Blitzkrieg da Alemanha que bombardeou o travessão da última cidadela brasileira. 

Não demora nada e os brasileiros invadem e ocupam o campo inimigo. Da casamata veio a voz de comando para "fuzilar o goleiro alemão".

Aos 25 minutos em ponto, Neymar obedece a voz do bunker e mata o  goleiro alemão com um tiro certeiro de bala parada. Coisa de atirador de elite. Não foi um bolaço; foi um balaço. Explodiu o Maracanã.

Aos 33 numa ofensiva tedesca o artilheiro germânico entra de cabeça na retaguarda brasileira. O avanço chamuscou o travessão. Os brasileiros escaparam ilesos e sem sequelas.

É uma batalha limpa. Os combatentes se respeitam. Não é uma guerra suja. Mas isso não quer dizer que seja uma guerra santa. Ali ninguém é petista, ninguém é inocente; ninguém é anjo.

Mas sabem lá vocês quem corre o maior perigo nessa refrega? O telespectador. Se liga na Band, tem os comentários do palpiteiro Neto ferindo os ouvidos de todo mundo; se entra na Globo, o Galvão Bueno tá matando a gente de rir de tanta bobagem que tem como munição. 

Há canais alternativos. Fugi para o SporTV e acabei me refugiando na ESPN.

Já segundo tempo. O capitão Meyer da artilharia alemã infiltrou-se infiltrou-se pelo meio da defesa da nossa pátria de chuteiras e mandou bala. Bala na rede. Pronto, ninguém perde nem ganha nesse conflito internacional.

Os alemães vieram dos vestiários camuflados. Não se vê nenhum Fritz, nenhum Franz nas suas fileiras. Isso mina a confiança da esquadra nacional.

Daí pra frente foi só bala com bala. De repente, percebe-se que os alemães estavam só se fingindo de mortos. Quase dizimaram o último reduto brasileiro. Esse tipo de traição não vale; guerra é guerra, mas fingir não pode. 

O Brasil deveria protestar na ONU. Não, não, besteira. Não adiantaria nada, os caras contra o impeachment da Dilma já fizeram isso e não deu em nada. Serviu só para tirar a nossa credibilidade internacional.

Pronto, acabou a batalha. Mas não a guerra. Vem agora a luta de vida ou morte. Olho por olho; dente por dente. É o capítulo da rendição. 

Já estamos na prorrogação. Nada de novo no front. Já que nossas chances de vitória na ONU seriam nulas, o Brasil deveria apelar pro Mercosul. Pô, o Nicolás Maduro vive dizendo que é bom de briga. E da nossa pandilha de companheiros bons e batutas.

Enquanto se conjeturava um Plano B para massacrar a Alemanha, a prorrogação acabou. E foram todos juntos e misturados para as cobranças fatais.

O último alemão dos primeiros cinco batedores bateu e o nosso guardião defendeu. Aí veio Neymar e tocou fogo nas redes germânicas. Esse sofrimento foi tão longe assim por culpa exclusiva do técnico Rogério Micale: não convocou o presidente da Caixa para executar as cobranças. Pô, todo mundo sabe que pênalti é loteria.

Mas, deu tudo certo. Pela foguetama que não se viu nem se ouviu em nenhuma outra conquista das várias medalhas de ouro brasileiras nessa Olimpíada, de novo para quem quer e gosta, o Brasil é o País do Futebol.