Bateu o desespero no ninho tucano. De tanto ver a mineirice de Aécio Neves beirar a inércia, Geraldo Alckmin o governador pirão-sem-sal de São Paulo, cansou sua beleza e, com aquele ar de quem fala ainda degustando a pasta de dente, disse que também é presidenciável.

Seja Alckmin, Aécio, ou Serra, a ave rara que se meta a voar no rumo do Palácio do Planalto em 2014, a candidatura do PT - de Dilma Vana a Lulalelé, ou dos dois a Zé Dirceu que pode ressurgir das brumas - está cada vez mais sólida e garantida.
Vai dar PT e banda aliada. Não vai ter nem graça. Graça nenhuma. Ainda que a oposição seja um grupo mambembe de comediantes que já não têm capacidade sequer de ficarem tiriricas da vida.

Enquanto isso para o PT e seus governistas de fidelidade canina, faltam só mais três ou quatro bons escândalos daqui até 2016. É o quanto basta para que os terceirizados que se apropriaram do Brasil sejam imbatíveis. Nem tanto pelos escândalos que certamente se sucederão, mas fundamentalmente pelo desânimo, pela apatia, pelo abandono doentio a que se entregou a oposição, hoje um verdadeiro tumor maligno dessa politicalha que carcome a nação.
Seja lá o que for que essa insurgência, essa espécie de insubordinação de Alckmin frente a Aécio e, no fundo, no fundo, um arrepio ao ego de Zé Serra, a eleição de 2014 para o Palácio do Planalto está no papo... Dos mesmos que hoje mandam no Brasil.