O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

15 de out de 2015

O DESAFORO

O que Teori Zavascki, súdito de Dilma, governanta de mais esse governo Lula, fez ao atravancar o rito processual que poderia levar ao impeachment de Dilma Vana, foi um desaforo. Cometeu ingerência do Judiciário no Legislativo.

Atropelou a soberania dos três Poderes constitucionais. Meteu os pés onde não deveria sequer meter a mão. A matéria é da alçada do STJ - Superior Tribunal de Justiça e não do STJ - Supremo Tribunal Federal.

Em todo caso, essa atitude extemporânea de Zavascki é só mais uma demonstração explícita de como é mesmo que funciona a democracia de gabinete: um déspota qualquer, revestido de uma capa legal de poder, decide sozinho* o que uma nação inteira deve merecer.

* Sozinho, uma ova! Ele foi chamado no apito pela força-tarefa do governo para agir conforme o gabarito desenhado no Planalto. O desaforo foi tirar a matéria do foro do STJ e colocá-la no foro do STF. É, ou não é um desaforo?!?autocrítica.

FESTIVAL
Os governistas comemoram até altas horas pelos altos botequins de Brasília o que eles já consideram a derrota de Eduardo Cunha e a vitória de Dilma Sapiens. Mas, qual é mesmo a razão da intensa celebração? Nada mais, nada menos do que a manutenção do status quo, essência da pilantragem das pedaladas fiscais e das contas mal-contadas de uma governanta que, se não arromba, há 13 anos vem deixando arrombar esse país. É o festival dos malfeitores.

VITUPÉRIO INÓCUO
A oposição faz o que melhor sabe fazer, vitupera seus desgostos em notas oficias. Escreveu ontem e mandou publicar um veemente comunicado dizendo que "Dilma quebrou o país para ser eleita". Isso é que é novidade. E que eficácia. Aonde é mesmo que essa oposição quer chegar, ninguém sabe, ninguém vê. No que é mesmo que esse arremedo de ultraje a rigor vai resultar? Isso parece até o desabafo de uma banda bandalha que já não consegue sequer pagar suas parcelas de autocrítica.

RETROCESSO E AVANÇO

Dilma ainda toma seus cuidados para não escutar um apitaço e nem ser alcançada por um panelaço. Então fala sempre em palanques intramuros - um seminário da CUT aqui; um lá que outro da UNE ali; mais outro numa inauguração qualquer de uma nova promessa...

Mas, sempre que pode ela revira sua biografia de guerreira de festim, da qual nunca mostrou uma prova provada, e atocha uma mandioca plantada pelos seus marqueteiros: "Não vamos permitir o retrocesso político". Simples assim.

É que para ela, "avanço político" é avançar nas burras públicas, é pedalar sempre, sem parar. Dilma está transformando a Era Lulática na Era do Ciclismo Desenfreado.

LONGA ESTRADA
Dilma Sapiens só abre a boca quando tem certeza. Ontem ela discursou que "a oposição busca atalho para o poder". Até pode ser que sim, mas 90% da população não gostam do seu governo porque acham que a sua trilha já foi longe demais.

BALA COM BALA
Com a corda no pescoço, Eduardo Cunha negocia o impeachment para garantir o seu próprio mandato como deputado e como presidente da Câmara. No final dessa troca de tiros entre Cunha e Dilma, quem vai morrer na praia é a oposição e quem leva bala perdida é o povo.

CORINGÃO NA MESA

O aviso é simples: "Cunha diz que CPMF não vai passar". É mais que simples, tem duplo sentido. É como se fosse uma das verdades de Lula: diz uma coisa, mas está dizendo outra. Esconde uma ameaça. A CPMF, imposto de achaque ao cheque e tudo mais, é o coringão no jogo de buraco do impeachment.

Se sentir que vai perder a parada, ele tira da manga a CPMF e rouba no monte. E continua na mesa trocando cartas com os canastrões do governo e do Congresso, enquanto a população fica de mirolho, pagando todas as paradas.

SEM VERGONHA

Joaquim Levy, cavaleiro de triste figura, diz que "sem ajuste fiscal, não há governabilidade". O que ele não diz, nem que a vaca tussa, é o motivo pelo qual o Brasil precisa tanto desse ajuste que, traduzido em miúdos, fez desaparecer dos cofres públicos quase dois trilhões de reais.

Se não fosse a roubalheira generalizada, o Brasil não teria rombo, a saúde estaria bem, como a Previdência, o transporte, a segurança pública; a Petrobras não estaria no estado deplorável em que se encontra e essa pandilha de malfeitores que tomou o país de assalto, já estaria atrás das grades.

Governo que rouba e deixa roubar é um governo que perdeu a vergonha de roubar e não poder carregar. O maior castigo desse crime organizado que virou Estado é ter que dar um tempo antes da próxima pedalada fiscal.

IMPEACHMENT, TANTO FAZ
Para mim, o impeachment sempre tanto fez como tanto faz. Trocar Dilma por esses que estão aí, é trocar alhos por bugalhos, sair do nada para lugar nenhum. Mas, tem uma vantagem que não se pode negar: Lula deixaria, até que enfim, de governar esse país. E olhe lá, pois se trocarem Dilma por Michel Temer, Lula continuará mandando nessa joça.

MUDANÇA JÁ!

Pedir novas eleições, mesmo tendo um candidato menos ruim, ainda é péssimo para o Brasil. Melhor é ter tempo para sanear os partidos políticos e exercer o direito de escolha dos candidatos a candidatos, antes que os espertalhões de sempre façam isso a portas fechadas, em nome do povo, como vêm fazendo nessa democracia de gabinete.

Ah, sim... Sérgio Moro é juiz de direito e não presidente do PT e seus associados e muito menos de tucanos e demoníacos. Nem pensem em estragar Moro, Dallagnol, a força-tarefa da Lava Jato, deixando que eles sejam vitimados pela picadura da mosca azul.

No máximo pensem em Joaquim Barbosa. Ele ficaria menos tempo no Palácio do Planalto do que ficou no Supremo e muito menos ainda do que Jânio Quadros durou na Presidência da República.

Em caso de necessidade extrema, convidem o Fernandinho Beira-Collor, pelo menos ele gosta de ficar pouco tempo na Esplanada.

De qualquer maneira, se você ainda não percebeu, eu estou querendo mais é que vocês mudem de atitude. E me levem com vocês. Nós, juntos, formamos uma multidão.