O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

1 de abr de 2016

ABERTURA DE PORTAS

O governo anuncia: "O Brasil quer abrir portas para refugiados sírios". Ao que se saiba, o Brasil nunca esteve de portas fechadas para refugiado algum. Até o Cesare Battisti se refugiou aqui, graças à última dedada de Lula no seu último dia de segundo governo. E quanto mais refugiados, mais bolsa-voto para contabilizar na próxima eleição. E inda que mal avise: os refugiados sírios fogem do Estado Islâmico. Se o governo vai fechar as portas para o EI... Sei lá, ele não vai gostar.

SEM MATÉRIA

Manchetinha: "Gleisi Hoffmann diz que denúncias da Lava Jato não têm materialidade". Vai ver que conseguiram apagar todas as pistas.

IMPEACHMENT AQUI, LÁ, OU ACOLÁ
ACABA NAS MÃOS DE LEWANDOWSKI

O Supremo nunca foi tão Aparelho do Governo Federal quanto agora que tem tido a chance de sair do ostracismo a que andava relegado. 

Acaba de negar, zelosamente, a inclusão da delação premiada de Delcídio Amaral no caso do impeachment de Dilma. Pois então, a luta continua, companheiros! 

Entrementes, os ligados a Eduardo Cunha fazem as contas e dizem que já têm mais de 342 votos a favor do impeachment. Para encurtar trajetos, diga-se que assim que o plenário da Câmara aprove - se aprovar o impeachment - o governo entra com mandado de segurança no Supremo. 

Aí, a liminar fica nas mãos de Ricardo Lewandowski. Caso a fila ande como tem que andar, o impeachment vai para definição no Senado. E sabe lá você quem vai presidir esta sessão toda especial? Ninguém mais nem menos do que ele, o preclaro e impoluto Lewandowski. 

Eia, pois advogados nossos salvem, salvem! Basta que digam a senha mágica, salvadora da democracia de gabinete e de gaveteiros que o Brasil vem padecendo: "as instituições estão funcionando". E estamos combinados que fica tudo a combinar.

DILMA TEM MEDIDAS PARA QUE A 
DEMOCRACIA NÃO SEJA "MANCHADA"

Fazendo de um dos melhores salões do Palácio um palanque para seus já costumeiros comícios disfarçados em solenidades de lançamentos de pedras fundamentais de grandes promessas, Dilma Vana nesta sexta-feira desapropriou terras para dar início a uma velha história de reforma agrária. 

Logo agora que ela não consegue fazer a reforma urbana e nem mesmo a ministerial, ela falou para a claque de sempre e para o exército dos agricultores sem terra, aqueles que nunca plantaram um pé de couve na vida. 

Aproveitou a olada - já que não entende nada de reformas, nem sequer do sofá da sala - para dizer que não vai permitir que a democracia seja "manchada". 

Ué, vai ver que ela vai proibir o uso de batom na Esplanada dos Ministérios e, por consequência inevitável, de cuecas a todos os portadores de balangandãs com odores de dólares furados e deslavados. 

Outra hipótese para que a a democracia não seja "manchada" é que ela esteja pensando seriamente em renunciar. Mas essa probabilidade já estaria condenada a morrer na casca. Dilma não larga o osso nem que ela tussa!

AMEAÇA DE MORTE PODE
SER CONTRAVENENO

Manchete policial, editada e multiplicada em cadernos de política: "Edinho Silva é ameaçado de morte em rede social". 

E, prontamente, o novo guardião da Justiça da Dilma, o gênio Aragalhão determinou que a Polícia federal investigue, descubra e encaminhe o culpado à merecida punição. 

Mas,se quando os trâmites forem dados por findos e a polícia descobrir que é contraveneno virtual aplicado pela rede da esgotosfera que vive de contar a História Oficial, logo se há de colocar uma pedra em cima desse factoide mal enjambrado e pior executado.

Pedra é bem melhor do que uma pá de cal. Pedra tem fundamento. E o governo Dilma em matéria de pedras fundamentais é imbatível. 

Agora, cá pra nós e que ninguém nos leia e nem nos ouça: quem é que na oposição a esse governo iria ameaçar de morte um Edinho desses? 

Seria uma burrice sem tamanho: quem é que os tais opositores raivosos e odientos, de sã consciência e alma viva e honesta encontrariam para atrapalhar mais do que esse cara atrapalha a comunicação do governo Dilma?