O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

15 de nov. de 2009

BOLA GENÉRICA

ELI DANILO E JORGE
Moisés Pereira
De São Paulo

No retorno de Brasília domingo passado estive em São Paulo visitando Tatiana, minha filha, jornalista, editora do Portal do IG.
A Tati está descobrindo São Paulo e de certa forma extasiada com suas atrações de lazer, culturais, musicais, gastronômicas e de toda ordem, ainda mais comparativamente a nossa província dos casais açorianos.

Não por acaso proporcionou-me conhecer um boteco temático sobre futebol localizado na Rua Aspicuelta no Bairro de Vila Madalena, um dos redutos da boemia paulistana.

Refiro-me ao Boteco São Cristóvão, nome em homenagem ao time carioca dos cadetes, devido à proximidade com instalações do Exército.
O São Cristóvão no antigo futebol carioca alcançou algumas façanhas, como o título de 1926 e rivalizava com o Olaria, time de botão do Dr. Pedro Curi, de Pelotas que eventualmente era campeão do antigo Torneio Início, evento que startava as competições anuais e que as novas gerações desconhecem.

Mas vamos ao Boteco São Cristóvão cujo proprietário herdou um acervo fotográfico extraordinário (3.000 itens) das edições da mídia impressa de 1940 até os nossos dias - flâmulas, cachecóis, placas, cartuns, escudos, dos grandes eventos do futebol brasileiro, dos grandes craques e de flagrantes históricos.

É um local onde se respira futebol, pode-se adquirir camisas retrô dos grandes clubes brasileiros, e conviver, dependendo da sorte, com ídolos do passado. Hoje, o acervo é atualizado pelos freqüentadores que doam símbolos das conquistas de seus times que são expostas nas paredes e teto da casa, para gáudio de alguns e de outros nem tanto.

Foi o meu caso que tive que suportar um cachecol no teto, vermelho, com a mensagem “Campeão de tudo”. Ninguém merece.
Ainda no futebol de antanho chamou-me atenção a placa “Eli, Danilo e Jorge”, homenagem ao trio médio do Vasco da Gama de 1950. Nada mais justo que reconhecer a sabedoria dos idosos, eis que eu dizia que o trio era Eli, Danilo e Bigode e o provecto editor do Sanatório tinha convicção de que era Jorge o lateral esquerdo.

Falando em Vasco, vibrei com o título da segunda divisão, até porque fui vascaíno de 1950 a 58 no Super Super, mas depois de descobrir o Grêmio não precisei torcer pra mais ninguém. Aliás, título da Série-B que não é conquistado com sete jogadores em campo não vejo muita razão pra comemorar.

Além do futebol que é o mote do espaço, destaca-se um chope da número 1, muito bem tirado e petiscos de degustar de joelhos. Fiquei na Sardela, canapés de aliche, e uma linguiça espanhola. Tudo “light”. Recomendo tudo.
Para completar o deleite da noite uma banda de jazz ao vivo com interpretações empolgantes. Enfim um Boteco de tirar o chapéu. É boa essa Tati. . . Grande indicação e companhia.