O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

28 de fev de 2009

PARTIDO E INVERTEBRADO


O mais estranho das politiquices brasileiras é como o PMDB, à medida que foi se fortalecendo também foi se fragilizando diante de tantos desaforos. Não tem, nem quer ter, qualquer capacidade de indignação quando é chamado de filho-disso, filho-daquilo.


É, no Brasil e no mundo, o partido de carcaça mais dura e apropriada às porradas que faz por merecer. Não há em cima da terra, nem através dos tempos, um partido político tão invertebrado quanto o PMDB. Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon - dois históricos senadores pemedebistas - cuspiram no prato do partido e seus arcanos continuam comendo pelas beiradas, como se estivessem degustando, sorvo a sorvo, o vinho dos humanos. A fortaleza do PMDB é a sua própria fraqueza.

RODAPÉ - Chamar os mandarins, a dita alta cúpula e o desdito baixo-clero do PMDB de corruptos, quadrilheiros, golpistas, mensaleiros - como disseram e não mandaram dizer, Jarbas e Simon, é malhar em ferro frio; chover no molhado. Mas, sempre resta uma esperança... Tente mexer com os brios peemedebistas. Aponte para eles e grite, chame-os de tudo e mais um pouco: - Lulas! Dilmas! Zés Dirceus! Genoínos! Delúbios! Renans!!! Apenas não espere grandes coisas. Eles são capazes de reagir e tentar filiar você ao partido. É que eles também adoram elogios.

L'OSSERVATORE PIANÍSSIMO

www2.uol.com.br/ziriguidum

Carlos Eduardo Behrensdorf
Da Roma





MÚSICA & VIAGEM

Só a música popular brasileira nos leva de volta ao Brasil quando dele sentimos saudade. O samba e a filosofia pura das ruas nos transportam em fração de segundo quando estamos longe. A saudade é boa principalmente quando sabemos que a volta está garantida e que o tempo corre, o tempo voa, e a poupança Bamerindus não está numa boa e, o que é melhor ou pior – ele e ela já não mais existem.

Ganhei um DVD “Estação Melodia ao Vivo” com o áudio e o vídeo extraídos do programa "Especial MTV Luiz Melodia" gravado no dia 27 de julho de 2008, em São Paulo. A direção é de Danilo Bechara com produção educativa Adilson Tokita. Abril Radiodifusão S.A.

O repertório é antológico e Luiz Melodia mostra que ainda levanta poeira no terreiro virtual dos estúdios de gravação. Como cana bem curtida fica melhor com o passar do tempo.

No timaço que acompanha Luiz Melodia cordas e percussão têm excelência acima da média ótima da maioria dos músicos brasileiros. Vale à pena prestar atenção lubrificar as orelhas para fazer o tímpano vibrar com Humberto Araújo (saxofone), Silvério Pontes (trompete) e Alexandre Romanazzi (flauta).

No repertório, composições de gente conhecida e até hoje imbatível: Ismael Silva, Cartola, Zé Kéti, Garoto, Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Monarco, Haroldo Lobo, Wilson Batista, Noel Rosa, Jamelão, Mestre Gato e do próprio Luiz Melodia, com três delas imperdíveis: “Fadas”, “Estácio, eu e você”, “Estácio Holly Estácio”.

Recomendação: providencie na compra do DVD e volte pro Sanatório. Nossos corredores são refrigerados no calor e aquecidos no frio, ou exatamente o contrário, sempre dependendo dos remedinhos ingeridos pelos nossos plantonistas. (Carlos Eduardo Behrensdorf - La nostra Fontana Azzurra).
O QUE FAZER?
Pronto! Acabou o carnaval. Os políticos já estão alucinados. Não sabem o que fazer nesse final de ano que já se aproxima outra vez.

BOTANDO OS OVOS DE MOLHO
E afinal começa hoje o ano de 2009 no Brasil. Mas, a polícia rodoviária já começa a colocar de sobreaviso os seus bafômetros para a Páscoa.

OSCAR
Teimoso, resolvi assistir mais uma vez a festa do Oscar – tapetão cinematográfico de Hollywood. Por volta das nove horas da noite, quando peguei no sono, ainda não havia saído o prêmio para o melhor DVD Pirata.

PORTAL EMBAÇADO
Desde que as tapiocas, botox, quinquilharias e coisas quetais revelaram a farra dos cartões corporativos do governo que o Portal da Transparência vem ficando cada vez mais embaçado. É raro o gasto de governo que não aparece com a identificação de “sigiloso”. Perdeu a graça, o charme, mas não perdeu o veneno.

JUSTIÇA
A propósito, o Ministério da Justiça esbanjou a bagatela de R$ 1 milhão e 800 mil com cartão corporativo. A grana também está sob sigilo.

DOIS PESOS
Em janeiro, as despesas de Lula e seus familiares chegaram a R$ 1 milhão e 600 mil. Estão camufladas no portal. O interessante é que as despesas de FHC estão estampadas para quem quiser e gostar: R$ 654 com gasolina.

PROGRAMA DE ÍNDIO
E então, mais um cruzeiro marítimo dá com os burros n’água. Os trouxas que preferem navegar nesses transatlânticos de terceira classe curtiriam bem melhor o carnaval se tivessem desfilado no bloco dos índios. Isso é programa que se faça?!?

DESFILES MARCIAIS
Só os carnavalescos do Rio e de São Paulo não perceberam ainda que os desfiles das escolas de samba têm hoje a cara das paradas do Dia 7 de Setembro. Já está na hora de negociar com Brasília uma apresentação oficial na semana da Independência.

NEM FREUD
Toffoli, advogado de Lula e Dilma na representação que a oposição faz contra eles pelo uso e abuso do encontro com os prefeitos em Brasília, diz que “ninguém conhece mais direito eleitoral do qe Lula”. Piorou. Se conhece tanto assim, como é que entra numa dessas? Só a certeza da impunidade pode explicar. Esse advogado-geral da União não explica que nem Freud, nem sai de cima.

HILÁRIO
É sempre “extraordinário” ouvir-se um discurso de Lula. Na sexta-feira, em Florianópolis, numa inauguração de lançamento de mais uma obra, ele disse que “o Brasil quando sentar na mesa do G-20, certamente será um dos países que terá mais autoridade moral para falar de como se cuida de um país”. E aí, professor Wallney Hammes, gostou da concordância? “Um dos países que terá...”?!? Terão faniquitos, sabendo disso. E esse negócio de sentar na mesa, não pega mal, não? Quem vai comer num prato assim? E hoje tem mais: é dia de Café com o Presidente. Não posso perder. Amanhã eu conto.

MULTINHA
Jogando a bola que vem jogando, sexta-feira passada Ronaldo Fenômeno só chegou pela alta madrugada na concentração do Corinthians. Vai tomar uma multa de pelo menos R$ 100 mil. Só um pouquinho mais de quanto pagou pela dupla de travestis que encontrou pelas noites cariocas tempos atrás.

27 de fev de 2009

NÓS PAGAMOS AS BELEZAS RARAS

Vituperando contra a crise “que não é nossa é deles lá”, Lula resvalou em mais um ato-falho: “Nós cortaremos o batom da dona Dilma, nós cortaremos o meu corte de unha, mas nós não cortaremos nenhuma obra do PAC”.
Nós quem, cara-pálida?!? Peralá, quer dizer que esse dinheiro saía das obras(?) do PAC?!? Ah bom, então quem está pagando o salão para essas belezas raras, somos nós!!!





DESPERDÍCIO
Cá pra nós, batom naquele sorriso plástico de Dilma Lisa é desperdício de dinheiro público. Uma vez mais, o governo mostra o quanto gasta mal o dinheiro das burras públicas e notórias.

VITÓRIA
Inadimplência recorde em janeiro: 8,3% a mais do que me janeiro do anos passado. A maior dos últimos 7 anos. Pronto, mais uma vitória de Lula sobre FHC!

EXTRAORDINÁRIO
A turma acreditou em Lula e foi às compras. O Natal foi “extraordinário”. E o calote agora também.

A LEGÍTIMA
Os ativistas do comunismo rural do MST dizem que mataram aqueles três seguranças porque pensaram que estavam sendo atacados. A isso se dá o nome de legítima defesa putativa. Bota ativa nisso.

DE GALO A PEIXE
O Ibama continua prendendo e arrebentando araias miúdas sem direito a finaça. Duda Mendonça continua livre, leve, solto. Bastou demonstrar que aquele seu galo de rinha não era um galináceo; era peixe graúdo.

CRUZEIRO POBRE
Antes, os turistas brasileiros passavam amontoados os feriadões no aeroporto; agora, passam atracados no cais do porto.

NA REDE
Na Internet, o pedófilo usa o pênis drive.

RAIOS E TROVOADAS
Está provado: motos atraem raios. E pedestres também.

CRISE
Nos Estados Unidos o bicho ta pegando. É o efeito Barack Ibama.

GeMe
Os funcionários da GM agora sabem que o gemido está no nome. E gemem mesmo: foram 1.600 pro olho da rua. Para Lula “a crise não é nossa é deles lá”.

A CULPA É NOSSA
O governo não se acanha e acusa: a dengue é culpa da população; a corrosão das rodovias, as enchentes e alagamentos urbanos, também; as mortes por raios e trovões são pura imprudência de quem se mete a jogar bola com chuva.

NÚMEROS
O primeiro carnaval depois da Lei Seca mostrou o bafo da onça: 20% a mais de acidentes fatais do que no ano passado. A enxurrada de grana posta fora em campanhas de publicidade deve ter causado o alagamento das estradas e vias urbanas provocando derrapagens e aquaplanagem.

FINAL CARIOCA
Olha só a final da Taça Guanabara: Botafogo x Resendo. Está provado: o futebol carioca é tão ruim quanto o carnaval paulistano.

JORNAL DE ONTEM
O preço dos remédios vai subir no mês que vem em pelo menos 6%. Mais do que o aumento que o governo autorizou para o salário dos aposentados.

A BOLSA E A VIDA
O Bolsa Família guarda a miséria social.

POPULARIDADE
O Bolsa Família é o Funrural dessa neodemocracia. O Bolsa Família dá para Lula a popularidade que o Funrural deu para o general Garrastazu Médici.

26 de fev de 2009

O SHOPPING DELES

Brasília acaba de criar e decretar na prática a instalação da sexta-feira de cinzas. A capital está vazia. O ano de 2009 só vai dar seus primeiros passos na segunda-feira que vem, dia 2 de março. E aí passa a pensar no feriadão da Páscoa. Enquanto isso, Lula revela muito maior preocupação em fazer o seu sucessor do que admitir que não tem nenhum Plano B para a crise que "não é nossa; é deles lá". Nesse meio-tempo, enquanto os deputados e senadores fazem da Casa do Polvo um grande shopping center de bugigangas públicas, você já é o inadimplente que ele planejou para você quando mandou comprar para que o Brasil tivesse "um Natal extraordinário". Agora, pague e não bufe. Veja se é capaz de fazer da sexta-feira de cinza dos políticos, a sua sexta-feira gorda.

NÃO BASTA



Aí, então, Lula se reuniu com os dirigentes da Embraer e revelou a sua indignaçãodiante das quatro mil recentes demissões. Escutou dos confrades que a decisão é irreversível.
Ficou sabendo então que a crise já se instalou por aqui desde o tempo em que ele mandou o George Bush se virar, pois a crise era "deles lá".
É como disse boa parte da CUT - se é que se pode falar de uma parte assim por lá: "só indignar-se não adianta".
É bem provável que agora Lula já tenha se dado conta de que o Brasil já não voa em céu de brigadeiro. (Foto: blogdejamildo).

PRÉ-FRIO


A Beija-Flor entrou na Marquês de Sapucaí rumo ao tetra-campeonato do carnaval carioca. Do alto do camarote de Sérgio Cabral, no entanto, Lula - o presidente folião escancarou seu voto, certo de que não tinha como errar. Bateu o pré-sal na escola.
A Beija Flor chegou em segundo. Perdeu para a Acadêmicos do Salgueiro. Lula derrubou um tabu de 16 anos. A diretoria do Salgueiro já pensa em convidar o presidente para o carnaval do ano que vem, com tudo pago: camarote, cafezinho, confete, serpentina, camisinha... Mas ele precisa torcer de novo pela Beija-Flor.

A CPMF DE OBAMA

Barack Obama quer aumentar impostos dos mais ricos paracriar fundo de US$ 634 bilhões para a saúde. Bolas, chama o Lula e lança o imposto do achaque ao cheque, a CPMF "deles lá".

FOLGUEDOS & FOLGADOS


O NOVO PONTO
Saiu a campeão do carnaval carioca de 2009. Pronto, o governo e a polícia já sabem agora que o morro do Salgueiro é o mais novo e notório ponto de tráfico do Rio de Janeiro. Ninguém vence um carnaval assim, impunemente.

SAÚDE
O brasileiro continua morrendo de SUS pelos corredores dos hospitais públicos e o presidente e o ministro da Saúde passaram o carnaval distribuindo camisinhas para os foliões cariocas.

NUNCA
Nuncanessepaís, às vésperas de um carnaval, um governo fez tanta propaganda de “conscientização” para o trânsito nas estradas. Nuncanessepaís morreu tanta gente nas rodovias. Nuncanessepaís se jogou tanto dinheiro fora de maneira tão equivocada.

O BLOCO
Justiça eleitoral amplia rigor contra Caixa-2 em campanhas. Olha o Caixa-3 aí, gente!

CAMISINHA
O arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto, cassou os direitos de exercício das funções religiosas do padre e deputado Luiz Couto, do PT paraibano. É que Couto defende abertamente o uso da camisinha. Como Lula e Temporão não são religiosos, fizeram farta distribuição de preservativos no carnaval carioca. E o povo que se exploda.

BRINCANDO, BRINCANDO...
Brincando, brincando, nesse carnaval do alto do camarote do governo carioca, Lula e Temporão ajudaram a jogar 70 mil camisinhas para a plebe ignara que mais pulava do que copulava no Sambódromo do Rio de Janeiro. Jogaram preservativos para o ar como se jogava confete, serpentina e lança-perfume nos velhos carnavais.

ARENA
Hoje se dá camisinha para os foliões, como antes os poderosos davam pão e circo.

FOLGUEDOS & FOLGADOS
O governo federal liberou este ano uma taxa extra de 10 milhões de camisinhas para o brasileiro brincar no carnaval. Afinal, essa turma veio aqui para brincar ou para trepar?!?

O FORNECEDOR
Não é nada, não é nada; brincando, brincando... 10 milhões de camisinhas valem uma boa licitação, né não?... Vai ver que o fornecedor é parente da lavadeira do chefe de cerimonial do secretário do assessor especial de algum gabinete qualquer. A verdade é que, nesses tempos bicudos, ninguém joga camisinha sem estopa.

O ANO INTEIRO...
É gozado o jeito que esse governo vê as coisas. Agora ele pensa que brasileiro só vai fundo durante o carnaval. É quando ele menos tem tempo para fazer sexo: só quer pular e brincar. Claro, sempre dá uma escapadinha daqui, outra dali. Mas, é coisa de coelho: - Vai ser bom; não foi?!? O governo precisa saber o que é que os casais, poetas, seresteiros, namorados, amados e amantes fazem todo santo dia, toda santa noite, o ano inteiro...


NOCAUTE

Agora os dois pugilistas que, segundo Genro – o Tarso de Lula na Justiça – “pediram para voltar pra Cuba” querem morar no Brasil. Isso é um soco demolidor na garganta do ministro que nos passou a conversa de que os lutadores foram socados no avião para Havana porque queriam cair no colo de Fidel Castro. A tese de Genro acaba de ser nocauteada. De qualquer forma, o pedido dos lutadores deve ser ignorado. Vão dizer que se trata de "mais uma dessas brincadeiras de carnaval".

24 de fev de 2009

O QUE QUER E O QUE FAZ A PARTE RUIM DO PMDB?!?

Foto: José Cruz / Ag.Senado
O senador gaúcho Pedro Simon não mandou dizer, disse que o partido olha para a sucessão presidencial de 2010 com visão de negócios.

Descarregou as baterias e jogou mais bosta na Geni do que Jarbas Vasconcelos: sapecou que a legenda vai optar por quem "pagar mais" em troca do apoio, seja lá quem for - a palaciana Dilma Rousseff ou o tucano Zé Serra.

Foi rápido e rasteiro; lépido e insatisfeito: "O PMDB está se oferecendo para ver quem paga mais e quem ganha mais". E desancou mais ainda: "O PMDB se rendeu à política de quem paga mais. Eles ficam esperando para ver quem paga mais."


Para ele o jeito de agir do PMDB não surgiu agora no governo de Lula. Veja o que Simon disse: "O PMDB fez de tudo para agradar o Fernando Henrique e conseguiu 'carguinhos'. Agora faz a mesma coisa com Lula."


Simon foi mais longe o pernambucano Jarbas Vasconcelos na entrevista que deu à revista Veja quando o pernambucano afirmou que "boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção". E não é que Jarbas tenha falado fino, não. Ele foi duro e direto dizendo que o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte: "É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos."

E agora então, por sua vez, Pedro Simon foi dizendo e perguntando e respondendo: "Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção" -perguntou-se respondendo-se.

RODAPÉ - Assim como Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon disse tudo o que boa parte do PMDB quer; no entanto, assim como Jarbas Vasconcelos, ele também não disse nada a respeito do que é mesmo que quer a parte má do seu partido. Então, estamos conversados: sabemos o que boa parte do PMDB quer; mas não conseguimos nem sequer imaginar o que a parte má deseja e faz. (Clique em cima das palavras sublinhadas para ler sobre as declarações de Jarbas Vasconcelos).

TROFÉU RUINDADE

  • Pior que o carnaval de São Paulo e o futebol do Rio de Janeiro, só mesmo as obras do PAC.
  • Pela primeira vez Anac e Infraero acertaram em suas previsões. Não tomaram nenhuma providência com relação ao movimento dos aeroportos nesse feriadão de carnaval. Sabiam que o brasileiro não teria dinheiro para fazer turismo. Foi o carnaval mais "extraordinário" dos últimos tempos.

23 de fev de 2009

JARBAS & SIMON NOS FOLGUEDOS DE MOMO


Pedro Simon, à moda Jarbas Vasconcelos, fez um carnaval em cima dos corruptos do PMDB. E foi mais longe ainda. Disse coisas assim como quem acha que o PMDB é grande mas não vale nada. (Foto: Ag/Senado)
Pena que falou em plena folia, em meio à farra momesca. Vai ter repetir para fazer retumbar o desfile de graves acusações que, uma vez mais, Michel Temer fingiu não ouvir.
Assim que voltarem à Casa do Polvo, Temer vai alegar que "as palavras de Pedro Simon não merecem maior atenção, pois se tratam de desabafo". Bem do jeitinho que fez com Jarbas Vasconcelos.
Pelo visto, Michel Temer acha que Jarbas e Simon não passam de dois brincalhões que gostam dos folguedos de Momo.

O POSTE


Assessoria de imprensa garante que Lula adorou o cafezinho que lhe foi servido o tempo todo no camarote de Sérgio Cabral, na Marquês de Sapucaí. Observadores garantem que tinha gelo e limão. Os mesmos informantes juram que ele gostou tanto, que estava tão gostoso que ele tomou 51.

Pela primeira vez um presidente da República não é anunciado nos alto-falantes do Sambódromo. E antes que o barulho de uma vaia retumbasse mais que as baterias das escolas, o presidente e o ministro da Saúde jogaram camisinhas para a plebe ignara. O que o tempo faz com a gente. Antes, no carnaval, se jogava confete e serpentina.

Vendo Daniela Mércury, Ivete Sangalo, Luma de Oliveira, Luiza Brunet se esbaldando no carnaval é que a gente não entende o que é mesmo que levou Dilma Rousseff ao carnaval de Recife. Com o seu tradicional humor aquoso não transmitiu qualquer alegria. No máximo só mostrou alegoria. E assim mesmo só para 2010. A oposição já descobriu que a Mãe do PAC estava fantasiada de poste do Lula.

Mal Dilma chegou para a abertura oficial do carnaval em Recife e o folião gritou: - Oba, começou o desfile dos bonecos! E caiu na folia.

21 de fev de 2009

O SÉCULO DE DILMA


Dilma Rousseff, num desses discursos que anda fazendo por tudo quanto é lado, como candidata do Palácio ao Palácio, disfarçada de Mãe do PAC, disse que "este é o século da mulher"! Cutucada por uma aspone, acrescentou para não perder eleitores: "... E dos negros e dos índios". Não falou no gay power - grupo de voz grossa e forte quando as urnas falam. De qualquer forma, já se sabia que nesses tempos bicudos o século da Dilma não seria jamais lembrado com o "século dos aposentados".

(Foto: Ag/Estado).

SE BEBER, NÃO DIRIJA

Foto: Vilmar Tavares
Para este período burlesco, a polícia rodoviária preparou uma operação gigante para flagrar os carros de motoristas movidos a álcool.
Mais do que nunca vale o slogan "Se dirigir não beba". E mais vale ainda alertar: "Se beber não dirija coisa alguma; nem carro, nem país nenhum".

BURLESCAS




A polícia de São Luiz do Maranhão proibiu o uso de máscaras neste carnaval. Marta, Dilma e dona Marisa nem sequer cogitaram em aparecer por lá.

DEPRESSÃO
Marta anda meio cabisbaixa depois da separação de Luiz Favre. Acha que o senador Eduardo Suplicy anda mais preocupado com o ex-ativista Cesare Battisti do que com ela. Suplicy já foi diversas vezes ao presídio e nenhuma até à casa de Marta.

XAROPÃO
Cesare Battisti já não agüenta mais a xaropada político-ideológica de Eduardo Suplicy. Fidedignos agentes penitenciários garantem que Battisti já tem no bolso, para o caso de uma nova visita do senador, um requerimento pedindo sua extradição para a Itália.

CASTIGO
Opositores e desafetos de Marta e Eduardo estão reunindo forças para que os dois se casem novamente. Um com o outro.

ESTRATÉGIA
Há controvérsias. Dizem outros tantos, bem mais chegados, que o senador quer se ver livre de uma vez por todas dos riscos de uma reconciliação. Suas visitas a Cesare Battisti seriam apenas para convencê-lo a aceitar um convite para jantar a luz de velas com Marta, assim que o brigadiano vermelho sair da prisão.

RECURSO
De novo Sérgio Naya foi notícia no carnaval. Morreu lá na Bahia. Na porta de entrada, entregou a São Pedro um recurso recorrendo da morte inusitada. A alegação é que não teve tempo para exercer o seu direito de defesa. Se duvidarem, ele ainda vem puxar os pés de muita gente.

DE CAMAROTE
No carnaval carioca dá de tudo: convidaram para o mesmo camarote de uma cervejaria Suzana Vieira, Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme. Nenhum deles precisou de máscara. Só o que falta é Van Damme e Stallone se estranharem. mas aí, se ameaçarem partir para a briga, Suzana Vieira ameaça bater nos dois.

O MOTIVO
A propósito, a hipótese de quebra de barraco teve início quando um folião quis saber aos gritos se aquilo lá no camarote era um baile da terceira idade.

COSA NOSTRA
Atendendo a insistentes pedidos, vou dar mais uma folga para o noticiário que envolva qualquer coisa relacionada a Lula. Mas, que ele sabia desde o dia 16 que haveria demissão em massa na Embraer, ah sabia! Entrementes... Depois das 4.200 demissões na Embraer, o Banco Itaú foi mais modesto: demitiu apenas cem funcionários na sua área de investimentos. É a crise que “não é nossa, é do Bush” se consagrando como coisa nossa.

COMPRE
Agora, depois do carnaval, faça o seguinte: compre, compre para garantir o emprego. Compre que o governo garante. O PAC está aí pra isso mesmo.

19 de fev de 2009

L'OSSERVATORE PIANÍSSIMO

Carlos Eduardo Behrensdorf
Da Roma
Falando de tudo um pouco informo que os painéis esculpidos pelos italianos Lorenzo Ghiberti e Filippo Brunelleschi em 1401 para a porta do Batistério do Duomo de Florença estão expostos no Palácio Borromeo, sede da embaixada italiana junto à Santa Sé, em comemoração aos 80 anos da criação do Estado do Vaticano, a partir de hoje, quarta-feira, 18 de fevereiro.

Tentei uma caminhada até lá o que leva um pouco mais um pouco menos do que vinte minutos. Ocorre que o vento é forte e o frio anda beirando 1° ou 2° por volta das 14:00horas. Detalhe: não há uma nuvem no céu, o sol domina numa boa mas não tá fácil.

Por isso, dei meia volta, volver, e retornei para o apartamento de onde escrevo estas linhas nem sempre bem traçadas, na verdade, a praxiterapia recomendada pelos médicos de plantão permanente neste nosocômio, como insiste o diretor deste Sanatório em chamar sua benemérita e filantrópica instituição. Assim sendo, vamos jogar um pouco de conversa fora.

Pois bem, as obras nunca saíram do Museu Nacional de Bargello e são consideradas o início do Renascimento. A iniciativa de exibir os painéis representa "a importância que a Itália atribui à relação com a Santa Sé", como afirmou a Embaixada italiana.

As comemorações são alusivas aos 80 anos da assinatura do Pacto de Latrão e aos 25 anos do Acordo de Modificação da Concordata. O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, e o primeiro-ministro do país Silvio Berlusconi também estarão expostos...

Voltando as obras recomendo uma busca na internet para ver as maravilhas douradas que afugentaram com luz as trevas da Idade Média. Desculpem se volta e meia apelo para algum clichê rococó. Na verdade, alguns deles são irresistíveis...

Desde ontem, por motivos óbvios, aumentou o número de caravanas de turistas alemães que caminham alegremente pelas ruas romanas. A Praça de São Pedro fica logo ali, é só atravessar o Tibre e preparar as maquininhas digitais. Não há possibilidade de nenhum deles entoar cânticos com o seguinte refrão: “Ão! Ão! Ão! O Papa é alemão”.

Assim sendo, vamos ao que interessa. Para não perder a mínoria insistente que lê este espaço totalmente dessarrumado, aqui vai uma síntese super sintetisada que fiz com pesquisas em sites da Internet e também da Wikipédia. Se houver alguma coisa confusa desculpe, mas é vacilo meu.
Assim sendo, senhoras e senhores, como vocês, O VATICANO!

O Vaticano é uma cidade-estado, o menor Estado independente do mundo, localizado na zona norte de Roma. Ele existe porque é a residência oficial do Papa e a sede da Igreja Catolica e da Igreja Católica de Rito Latino, a maior, mais conhecida e numerosa das 23 igrejas sui-juris que constituem a Igreja Católica.

A Santa Sé (Sancta Sedes), ou Sé Apostólica, do ponto de vista legal, é distinta do Estado da Cidade do Vaticano. O termo cidade do Vaticano é referente ao Estado, enquanto Santa Sé é referente ao governo da Igreja Católica efetuado pelo Papa e pela Cúria Romana.

Vaticano era uma figura da mitologia romana que "abria a boca do recém nascido para que ele pudesse dar o primeiro grito, o primeiro choro". Era também o nome de uma das sete colinas de Roma onde se erguia o Circo de Nero. Lá São Pedro foi martirizado e sepultado.

O Vaticano foi dado pelo Tratado de Latrão, assinado por Benito Mussolini e o Papa Pio XI em 11 de Fevereiro de 1929. As terras tinham sido doadas em 756 por Pepino, o Breve, rei dos francos. Durante um período de quase mil anos, que teve início no império de Carlos Magno no século IX, os papas reinavam sobre a maioria dos Estados temporais do centro da península itálica, incluindo a cidade de Roma, e partes do sul da França.

No processo de unificação da península, a Itália gradativamente absorveu os Estados Pontifícios. Em 1870, as tropas do rei Vitor Emanuel II entram em Roma e incorporam a cidade ao novo Estado. Em 13 de março de 1871, Vítor Emanuel II ofereceu como compensação ao Papa Pio IX uma indenização e o compromisso de mantê-lo como chefe do Estado do Vaticano, um bairro de Roma onde ficava a sede da Igreja.

O papa, consciente de sua influência sobre os católicos italianos e desejando conservar o poder da Igreja, recusa-se a reconhecer a nova situação e considera-se “prisioneiro” do poder laico. Além disso, proibiu os católicos italianos de votar nas eleições do novo reino.

Essa incomoda questão de disputas entre o Estado e a Igreja, chamada Questão Romana, só terminou em fevereiro de 1929 quando Benito Mussolini e o Papa Pio XI assinam o Tratado de Latrão, pelo qual a Itália reconhece a soberania da Santa Sé sobre o Vaticano, declarado Estado soberano, neutro e inviolável.

Em 12 de fevereiro de 2009 o Papa Bento XVI participou das comemorações pelo 80º aniversário da fundação do Estado da Cidade do Vaticano.
O chefe de Estado eleito em um colégio de cardeais denominado “conclave” para um cargo vitalício, detém no Estado do Vaticano os poderes legislativo, executivo e judicial, desde a criação do Vaticano pelo Tratado de Latrão, em 1929.

Tecnicamente é uma monarquia eletiva, não hereditária. Pode-se considerar o Vaticano como uma autocracia, porque todos os poderes (executivo, legislativo e judiciário), estão concentrados na figura do Papa, que não possui qualquer órgão que fiscalize seus atos como governante, e, por ser considerado sucessor de São Pedro, não deve prestação de contas a ninguém, considerando-o um emissário de Deus na Terra.

A Cúria Romana é efectivamente o governo do Estado e a gestão administrativa, pelo que o seu chefe, o Secretário de Estado, tem as incumbências equivalentes às de um Primeiro-Minisgtro. Outros cargos políticos encontram-se sob designações diversas nos diversos órgãos da Cúria Romana.
Formalmente constituído em 1929 com a configuração atual, o Estado do Vaticano administra as propriedades situadas em Roma e arredores que pertencem à Santa Sé.


O Estado do Vaticano, com o estatuto de observador nas Nações Unidas, é reconhecido internacionalmente e foi admitido membro de pleno direito das Nações Unidas, em Julho de 2004, mas abdicou voluntariamente do direito de voto.

O Estado tem os seus próprios embaixadores ou representantes, um jornal oficial (Acta Apostolicae Sedis), uma estação de rádio, e uma força militar denominada Guarda Suiça. Emite autonomamente moeda (desde 2002, o euro), selos e passaportes.

A Santa Sé estabelece com muitos Estados tratados internacionais (concordatas), para assegurar direitos dos católicos ou da Igreja Católica naqueles Estados. Muitos foram assinados quanto os Estados se laicizaram, como forma de garantir direitos para a Igreja e permitir sua existência em tais países.

O Estado do Vaticano, com o estatuto de observador nas Nações Unidas, foi admitido como membro de pleno direito em Julho de 2004, mas não requereu direito de voto. GeografiaA área do Vaticano é de 0,44 quilômetros quadrados. Está situado no meio da capital italiana, Roma. Por isso, não possui área costeira. A defesa do país é da responsabilidade da Itália, enquanto que a segurança do Papa fica a cargo da Guarda Suiça.

Fora da Cidade do Vaticano, o Estado possui 13 edifícios em Roma e Castel Gandolfo (a residência de Verão do Papa) gozando de direitos extraterritoriais. Partilha a 3,2 km de fronteira com a Itália.
O Vaticano não possui nenhum recurso natural. É fundamentalmente urbano e nenhuma das terras está reservada para agricultura ou outro tipo de exploração de recursos naturais. Assim, o desenvolvimento urbano é otimizado para ocupar menos de 50% da área total, ao passo que o resto é reservado para espaço aberto, incluindo os Jardins do Vaticano.

O território possui muitas estruturas que ajudam a fornecer autonomia ao Estado soberano: linhas ferroviárias, heliporto, correios, estação de rádio, quartéis militares, palácios e gabinetes governamentais, instituições de ensino superior, cultural e de arte, e algumas Embaixadas.

A economia do Vaticano é baseada na captação de donativos das igrejas pertencentes à Igreja Católica, Apostólica e Romana no mundo inteiro. Essa arrecadação supre fundos para as despesas do Vaticano com a evangelização e os programas sociais que desenvolve no mundo inteiro. O país mantém um canal de donativos conhecido como "Óbulo de São Pedro”", no qual o doador remete os fundos diretamente ao Vaticano.

Outra forma de captação de recursos é com o turismo no complexo dos "Museus Vaticanos". Não há outro lugar no mundo com tanto valor artístico e intelectual concentrado como no Arquivo Secreto do Vaticano, na Biblioteca Apostólica Vaticana, e nos acervos de arte (pintura, escultura e arte sacra) das igrejas romanas.

Por acordo com a Itália, representando a União Européia, a unidade monetária do Vaticano é o Euro. O Estado tem a sua própria concepção de moedas e notas de euros, que têm aceitação na Itália e em outros países da Zona doEuro. O Vaticano não tem uma casa de emissão própria. A Itália efetua a cunhagem, que não pode ser superior a 1 milhão de euros anuais.

A população vaticana é composta além do Papa, por Bispos, Cardeais, Arcebispos e outros funcionários importantes da Igreja Católica. Existe um número reduzido de cidadãos comuns. A maioria dos funcionários estáveis é italiana. Um número considerável é suíço e o restante originário de diversos países. A lingua oficial é o latim, utilizado em documentos oficiais e em rituais cerimoniais. A língua falada é o italiano.

No Vaticano é que estão obras e monumentos como a Basílica de São Pedro, a Arquibasílica de São João Latrão, a Praça de São Pedro, a Capela Sistina e a coleção do Museu do Vaticano.
O palácio onde reside o Papa tem 5 mil quartos, duzentas salas de espera, 22 pátios, cem gabinetes de leitura, trezentas casas de banho e dezenas de outras dependências destinadas a recepções diplomáticas.

Guarda Suiça é o nome que recebe o grupo de soldados contratados para proteger o Papa. Foi criado no século XV. Dos fogões vaticanos saíram receitas famosas como como os ovos beneditinos (um capricho de Bento XI), a lagosta com trufa branca (habitual nas coroações do Renascimento), a musse de faisão ao molho chaudfroid (prato preferido de Pio VI) ou o maçapão de água de rosas (uma iguaria na Idade Média).

RODAPÉ - O texto da nossa Fontana Azzurra hoje foi diagramado em P&B para que você possa acessar com um clique os tags sublinhados e de cor diferenciada. Bom proveito.

18 de fev de 2009

FANTASIA DE POLÍTICO


Os políticos brasileiros estão cada vez mais sem um pingo de imaginação.
Nos corredores do Congresso, um deputado confidenciou para um senador:
- Este ano, vou brincar no carnaval fantasiado de corrupto.
Esse vai carnavalizar a caráter.
O lado bom é que não vai enganar ninguém.

JUROS & PESQUISAS


Faça as contas aí e diga porque você gosta tanto dele. Pelo menos é o que as pesquisas dizem: você é apaixonado pelo governo Lula. Ou, então, não faz parte da legião de 84% dos brasileiros politizados.
Anote aí: juros anuais para empréstimo pessoal: 280%; juros para o cheque especial, 149%; juros para o crediário daquela geladeira que você trocou pela velha, 110%.
Pois bem, agora aplique o seu salário mínimo na poupança. Você vai lucrar 0,8% ao mês.
Alô Ibope, alô CNT/Sensus, alô IBGE, alouôôôô institutos de pesquisas, venham me entrevistar! Ou pelo menos, entrevistem o vizinho aqui ao lado. (Foto: Div/IBGE)

SOLUÇÃO CASEIRA

Vanderlei Luxemburgo é um técnico doméstico. Ganhar de “babas” como Ipatingas, Baruerís, Gauratinguetás, Corinthians, ou até empatar com o misto do São Paulo é uma barbada, mas bastou pegar pela frente o poderosíssimo representante da Liga Desportiva Universitária do pujante futebol do Equador para dar no que deu: trigina na cola.

E olha que se trata apenas de um vestibular para ver se o time entra na Copa Libertadores. Luxemburgo começou tomando um suave 3x2 na sua nova e árdua prova rumo a nenhum título internacional. Merecia mais. Não do seu destino - que já está traçado; merecia mais do que tomar três do modesto LDU. A torcida palmeirense já está se dando conta de que Luxemburgo é apenas uma simples solução caseira e não o remédio de bula multinacional que o clube precisa. As viúvas da crônica esportiva paulistana, porém, continuam fazendo do Parque Antártica o seu grande vale de lágrimas. (Foto: site do Palmeiras).

NA MESA AO LADO


Jarbas Vasconcelos tem bala na agulha. Quando diz que “boa parte do PMDB só quer corrupção” é porque tem corrupto na sua alça de mira. Os caciques do PMDB, sabendo disso, resolveram fazer cara de paisagem. Como se o corrupto fosse sempre o sujeito da mesa ao lado. (Imagem: www.iconocast.com)

Que coisa, né não?!? Jarbas Vasconcelos denuncia corrupção no PMDB, inclusive nos “altos escalaões do partido”, e o PSOL é que está tomando providências para que ele dê nome aos bois. O PMDB se dá por satisfeito.

17 de fev de 2009

E A PARTE RUIM?!?


O senador Jarbas Vasconcelos no exato momento em que descartava sua saída do partido, jogou bosta na Geny e disse que "boa parte do PMDB só quer corrupção". Correligionário dizem que ele errou feio: - Não é parte boa; é a parte ruim que só quer corrupção.

Há quem julgue, no entanto, que Jarbas acertou em cheio. Essa boa parte do PMDB só quer corrupção. Resta saber o que é mesmo que a parte má anda querendo. (Foto: Div/Senado)

16 de fev de 2009

PAZ E AMOR, BICHO


Sem dona Ruth Cardoso, Fernando Henrique até parece que bebe. Quer descriminalizar a maconha. Virou lobista da geração paz e amor, bicho.


Qual o pior crime organizado: a influência do tráfego de drogas, ou a droga do tráfico de influência?!?

(Foto: DIV/PR - Dos tempos que já não voltam mais)

15 de fev de 2009

MÃOS À OBRA!


O governo Lula vai preencher aqueles 10 milhões de vagas que prometeu em 2002 quando 10 milhões de brasileiros se filiarem ao PT. Carteirinha de aliado é emprego garantido. Mesmo que seja apenas para ajudar o cumpanhêro do lado a não fazer nada.


Não há razão para espanto diante da inoperância das obras do PAC. A Mãe do PAC adora o trabalho. Sua paixão pelo trabalho é tão grande que é capaz de passar o dia inteiro vendo os outros trabalhando.(Foto: R. Stuckert/PR)

STATUS PARA A MACONHA


Descriminalizar o uso da maconha é apenas dar à cannabis sativa o status do cigarro. Bota logo à venda em qualquer balcão de boteco, assim como fazem com Marlboro, Hollywood, Carlton, fumo em rama e outras tabaquices de somenos... Pelo menos a maconha vai ser incorporada ao cinismo oficial que permite a disseminação do câncer, enfizema e destruição de neurônios, por escassos que sejam na cabeça de quem fuma.

O Fernando Henrique Carodoso, ao invés de sugerir que criminalizem o usuário - única fonte de vida do tráfico - quer agora consagrá-lo como inocente útil, tão impune quanto os governos que permitem a comercialização da morte em maços de 20 unidades.

O bom senso avisa: Os governos vorazes e insensatos fazem mal à saúde. A persistirem os sintomas, rasgue o voto.

14 de fev de 2009

BOCA NA BOTIJA


Para escapar do compulsório pagamento de dívidas, em razão do bloqueio judicial de suas contas bancárias, os deputados paulistas Luiza Erundina (PSB), Aline Corrêa (PP) e Sílvio Torres (PSDB), além do castelar democrata mineiro, Edmar Moreira, recebiam os seus salários parlamentares na boca do caixa. Agora, varrendo que nem vassoura nova, Michel Temer acabou com a regalia. Não basta. A artimanha configura quebra de decoro.

Luiz Erundina, era umas das figuras públicas e notórias da Câmara que o trem não pegava na boca do caixa. (Foto: DIV/Site Câmara)



Que coisa, né não?
O castelo de Edmar tem 36 suítes. Cabe direitinho o ministério de Lula lá dentro. É um pouquinho mais amplo que aquela mansão das escapulidas do Antônio Palotti e sua confraria, em Brasília. A propósito, Palocci está voltando ao ministério de Lula. A Justiça livrou a cara dele naquele processo da quebra de sigilo da conta bancária do caseiro voyeur e falastrão.



Se...

Se um metalúrgico pode habitar um palácio, por que um segurança de porta de boate não pode ter um castelo?!?

13 de fev de 2009

L'OSSERVATORE PIANÍSSIMO - Edição Especial


Propensa a reabilitar em parte o fascismo, a Itália reforma as cidades construídas sob o regime de Mussolini. Philippe Ridet, em Latina (Itália)

Carlos Eduardo Behrensdorf
Nostra Fontana Azzurra





Os textos a seguir, que tempos atrás seriam classificados como tijolaços, servirão para os leitores furtivos deste hospital futurista aproveitarem o fim de semana. Leiam que vale a pena. Só uma coisa: gostaria de saber da opinião de alguns ou algumas dos senhores. Conversar é preciso.








Todos eles concordam com o seguinte ponto: "Há dez anos ainda, a nossa iniciativa teria sido impossível". Na sexta-feira, 26 de setembro de 2008, em Latina (na região do Lácio, no centro do país), um grupo de quinze prefeitos e de adjuntos para assuntos culturais está reunido numa pequena sala da sede da província. Eles vieram de Alghero, Aprilia, Pontinia, Sabaudia, Foggia...




O que os motiva a participarem deste encontro incomum? Um protocolo de acordo que eles se preparam para assinar, por meio do qual cada um deles se compromete a "trabalhar em prol da valorização do patrimônio arquitetônico e ambiental das cidades italianas de fundação".


O termo "cidades de fundação" designa na Itália um projeto urbano que foi implantado num território virgem, ou quase. Algumas cidades tais como Pienza (Toscana) ou Sabbioneta (Lombardia), por exemplo, surgiram durante o Renascimento. Mas aquelas que são objetos do protocolo de Latina foram fundadas ou reestruturadas por Benito Mussolini (1883-1945) durante o período do "Ventenio" fascista, ou seja, aquela vintena de anos (1922-1943) durante a qual o "Duce" reinou sobre a Itália.


Essas cidades são ao mesmo tempo o orgulho e o calvário desses eleitos, sejam eles de direita ou de esquerda. No total, existem 143 delas, segundo um levantamento realizado pelo escritor Giovanni Pennachi que lhes dedicou um livro - "Viaggio per le città del Duce" (Viagem pelas cidades do Duce), editora Laterza -. Todas elas carregam como um grande peso morto a idéia de serem a representação arquitetônica da "ordem" fascista, com as suas largas avenidas que conduzem até a sede da prefeitura, a igreja, o quartel e até uma "casa del fascio" (uma das sedes políticas do fascismo).


Contudo, as "città di fondazione" do período fascista também constituem exemplos de uma arquitetura moderna, ambiciosa e, sob muitos aspectos, utópica. Nelas, os seus planejadores tentaram construir uma ponte entre a Roma antiga e as contribuições do Bauhaus, buscando evitar as influências do Renascimento e do Barroco, períodos estes que o Duce considerava como decadentes. Para tanto, eles lançaram mão da simplificação das linhas e da gramática arquitetônica da Antiguidade, e buscaram racionalizar os deslocamentos: "A arquitetura racionalista" também foi motivada por bons sentimentos.


Implantadas, em sua maior parte, em terras que foram conquistadas sobre pântanos, os quais foram então drenados (num processo que foi chamado de "bonificação"), ou ainda, confiscadas dos latifundiários, essas cidades foram colonizadas pelos mais pobres dos habitantes da Península, muitos dos quais eram oriundos da região do Vêneto.


Por meio de uma simples sobreposição do mapa das áreas que foram atingidas pela epidemia de malária durante os anos 1920 com aquele da implantação dessas cidades, é possível compreender porque as "città di fondazione" também constituíram uma resposta para um problema de saúde pública, além de uma tentativa para tirar a Itália do subdesenvolvimento.


O que fazer então com este patrimônio dotado de conotações ambíguas? Abandoná-lo aos nostálgicos das camisas pretas (usadas pelos militantes fascistas)? Enterrá-lo nos mais profundos rincões da sua má-consciência? Na opinião de Augusto di Lorenzo, um adjunto para assuntos culturais da prefeitura de Aprilia, uma cidade situada e cerca de sessenta quilômetros ao sul de Roma, trata-se de "oferecer raízes para aqueles habitantes que estejam em busca de uma identidade".


O contexto, contudo, é bastante peculiar. Isso porque um vento revisionista, instigado por uma parte da população que ainda vê com bons olhos certos aspectos do fascismo, está soprando sobre a Itália. Liderado por Gianni Alemanno, o atual prefeito de Roma, ou ainda por Ignazio La Russa, o ministro da Defesa - ambos os quais são membros do partido Aliança Nacional -, este movimento visa a reabilitar o fascismo, tentando absolvê-lo das suas realizações mais condenáveis (as leis raciais, por exemplo).


Fica difícil, nessas condições, para os promotores desta iniciativa, tentar fugir da pergunta colocada pelo historiador de arte Giorgio Pellegrini no prefácio do catálogo de uma exposição que foi realizada em Latina, em 2005: "Será ainda possível ler a arquitetura das cidades de fundação a partir de um ponto de vista renovado, sem sentir o peso das tragédias que se desenrolaram atrás das fachadas de cada um desses edifícios?", indagava o autor, para então convidar os interessados a superarem os preconceitos "contra essas cidades, hoje consideradas como novas, onde aquela síndrome ideológica já pode ser dada como extinta".


Os dois principais redatores da Carta de Latina (que em momento algum menciona o nome de Benito Mussolini), o adjunto para questões de urbanismo de Predappio (de esquerda), e o assessor para assuntos culturais da província de Latina (de direita), não oferecem as mesmas respostas para esses questionamentos. Na opinião do primeiro, Giorgio Frassineti, "a história condenou o fascismo. No momento atual, trata-se de promover um patrimônio arquitetônico importante, e nada mais do que disso".


Mostrando-se mais ambíguo, o segundo, Fabio Bianchi, explica que daqui para frente "a nossa maneira de enxergar o fascismo mudou, e as condições de serenidade já estão reunidas para julgar. Este regime não vivenciou apenas momentos negros". Por enquanto, os eleitos que integram esse movimento decidiram se unir em torna desta causa comum e já estão vislumbrando as multidões de turistas desembarcando dos ônibus para visitarem as artérias das suas cidades, e partindo à descoberta deste patrimônio um tanto constrangedor.


No que vem a ser um sinal dos tempos, nenhuma polêmica veio perturbar esta iniciativa. Bem que o diário "La Stampa" tentou promover um debate em torno da questão, abrindo suas colunas para o especialista Antonio Pennacchi, para quem "os projetos do fascismo eram melhores que aqueles de Massimiliano Fuksas", um arquiteto famoso na Itália atual. Mas a tentativa não deu em nada. Ninguém reagiu à provocação.


Entrevistado pela reportagem do "Le Monde", Fuksas recusou-se a alimentar qualquer polêmica: "Não existe nenhum estilo fascista específico, mas sim, apenas uma arquitetura moderna. Muitos chegaram a confundir o arquiteto com o fascista. Esta mistura de historicismo e de Bauhaus era praticada por pessoas cultas".


Tradução: Jean-Yves de Neufville
Visite o site do Le Monde
Da Itália para o Rio Grande fronteiriço


Há mais de dez anos tenho este texto comigo.
Afirmo e provo por A + B que é o original.
Depois deles, inúmeras versões modificadas surgiram na internet todas elas atribuídas ao velho Jockymann.


Para os puristas do estilo peão de estância aqui vai a preciosidade, mais potente do que qualquer Lexotan literário que volta e meia alguns impacientes fazem circular neste nosocômio notório pela liberdade de pensamento, portas e janelas abertas e contas fechadas. Daqui só os médicos, enfermeiros e o diretor não têm alta. Os outros, de vez em quando, ficam altos...
(Carlos Eduardo Behrensdorf, de Roma)



Um causo original de Sérgio Jockymann


Pois não sei se já les contei os causo das Escritura Sagrada. Se não les contei, les conto agora. A estória, essa é meio comprida, mas vale a pena contá por causa dos revertério. De Adão e Eva acho que não é perciso contá os causo, porque todo mundo sabe que os dois foram corrido do Paraíso por toma banho pelado numa sanga.



Naqueles tempos esse mundaréu todo era um pasto só sem dono, onde não tinha nem dele nem meu. O primeiro índio a botá cerca de arame foi um tal de Abel. Mas nem chegou a estendê o primeiro fio porque levou um pontaço no peito do irmão dele, um tal de Caim, que tava meio desconforme com a divisão. O Caim entonces, ameaçado de processo feio se bandeou pro Uruguai. Deixou um filho dele, um tal de Noé, tomando conta da estância.


A estância, essa ficava na barranca de uma corredeira e Noé, uns ano depois, pegou uma enchente muito feia pela frente. Cosa muita séria. Caiu uma barbaridade de água. Tanta água que tinha até índio pescando jundiá de cima de cerro. O Noé entonces botou as criação em cima de uma balsa e se largou nas correnteza, o índio veio. A enchente era tão braba que quando o Noé se deu conta a balsa tava atolada num banhado chamado Dilúvio.


Foi aí que um tal de Moisés varou aquela água toda com vinte junta de boi e tirou a balsa do atoleiro. Bueno, aí, com aquele desporpósito, as família ficaram amiga. A filha mais velha do Noé se casou-se com o filho mais novo de Moisés, e os dois foram morá numa estância muito linda, chamada estância da Babilônica.




Bueno, tavam as família ali, tomando mate no galpão, quando chegou um correntino chamado Golias, com mais de uns trinta castelhano do lado dele. Abriram a cordeona e quiseram obrigá as prenda a dansá uma milonga. Foi quando os velho, que eram de muito respeito, se queimaram e se deu o entrevero. Peleia braba, seu. O correntino Golias, na voz de bamos, já se foi e degolou de um táio só o Noé e o velho Moisés. E já tava largando o planchaço em cima do mulherio, quando um piazito carretero de seus dez anos e pico, chamado Davi, largou um bodocaço no meio da testa do Golias, infeliz, que não teve nem graça. Foi me acudam e tou morto. Aí a indiada toda se animou e degolaram os castelhano. Dois que tinham desrespeitado as prenda foram degolado com o lado cego da faca. Foi uma sangrera danada. Tanto que até hoje aquele capão se chama Capão do Mar Vermelho.


Mas entonces foi nomeado delegado um tal de major Salomão. Home de cabelo nas venta o major Salomão. Nem les conto. Um dia o índio tava sesteando quando duas velha se botaram em cima dum guri dos seus sete ano que tava vendendo pastel.


O major Salomão, muito chegado ao piazito, passou a mão no facão e de um talho só cortou as velha em dois. Esse é o muito falado causo do Perjuízo de Salomão que contam por aí.


Mas, por essa estimativa, o major Salomão o que tinha de brabo tinha de mulherengo. Eta índio Bueno, seu. Onde boleava a perna, já deixava filho feito. E, como vivia boleando a perna, teve filho que Deus nos livre. E tudo com a cara dele, que era pra não havê discordância. Só que quando Deus nosso senhor quer, até égua veia nega estribo. Logo a filha das predileção do major Salomão, a tal de Maria Madalena, fugiu da estância e foi sê china de bolicho.


Uma vergonhera pra família. Mas ela puxou a mãe, que era uma paraguaia meio gaudéria que nunca tomou jeito na vida. O pobre do major Salomão se matou-se de sentimento, com uma pistola Eclesiaste de dois cano.


Mas vejam como é a vida! Pois essa mesma Maria Madalena se casou-se três ano depois com um tal de coronel Ponciano Pilatos. Foi ele que tirou ela da vida. (Eu conheço uns três caso do mesmo feitio e nenhum deles deu certo). Como dizia muito bem meu pai, mulher quando toma mate em muitas bomba, nunca mais se acostuma com uma só.


Mas nesses contraproducente até que houve uma contrapartida. O coronel Ponciano Pilatos e Maria Madalena tiveram doze filho, os tal de Apósto, que são muito conhecido pelas caridade que fizeram. Foi até na casa deles que Jesus Cristo churrasqueou com a cunhada de Maria Madalena, que depois foi santa muito afamada. A tal de Santa Ceia.


Pois era uns tempo muito mal definido. Andava uma seca braba pelo campo. São José e a Virgem Maria tinham perdido todo o gado e só tavam com uma mula branca no potrero chamada Samaritana. Um rico animal criado em casa que só faltava falá. Pois tiveram que se disfazê do pobre animal. E, como as desgraça quando vem já vem de braço dado, foi bem aí que estouraram as revolução.


Os maragato chefiado por um tal de coronel Jordão acamparam na entrada da vila. Só não entraram porque tava lá um destacamento comandado pelo tenente Lazo, aquele mesmo que por duas vezes foi dado por morto. Mas aí um cabo dos provisório, um tal de cabo Judas, se passou-se pros maragato e já se veio uns tal de Romano, que tavam com uma força de cavalaria agrupada numa várzea e ocuparam a vila.


Nosso Senhor foi preso pra ser degolado por um preto muito forte e feio chamado Calvário. Pois vejam como é a vida: esse mesmo preto Calvário, degolador muito mal afamado, era filho da velha Palestina, que tinha sido cozinhera da Virgem Maria. Degolador é como cobra, desde pequeno já nasce ingrato. Mas entonces botaram Nosso Senhor na cadeia, junto com dois abigeatário, um tal de João Batista e o primo dele, Heródio dos Reis. Os dois tinham peleado por causo de uma baiana chamada Salomé e no entrevero balearam dois padre, monsenhor Caifás e o cônego Atanásio.


Mas aí veio uma força da Brigada e mais três corpo de provisório e se pegaram com os maragato. Foi a peleia mais feia que se tem conhecimento. Foi quarenta dia e quarenta noite de bala e bala. Morreu três santo na luta: São Lucas, São João e São Marco. São Mateus ficou três mês morre não morre, mas teve umas atenuante a favor se salvou-se o índio.


Nosso Senhor pegou três balaço, um em cada mão e um que varou os pé de lado a lado. Ainda levou mais um pontaço do mais velho dos romanos, o César Romano, na altura das costela. Ferimento muito feio que Nosso Senhor curou tomando vinagre na sexta-feira da paixão. Mas aí Nosso Senhor se desiludiu-se dos home, subiu na cruz, disse tiavolta pros amigo e se mandou-se pro céu.


Mas deixou os dez mandamento, que são cinco e que se pode muito bem acolherá em dois: não se mata home pelas costa nem se cobiça mulher dos outro pela frente.
Quem é Sérgio Jockymann


Como a receita por aqui é matar a cobra e mostrar o pau vamos ao que interessa: na Wikipédia, a enciclopédia livre da Internet quem procurar encontrará o seguinte:


Sérgio Jockymann (Palmeira das Missões, 1930) é um jornalista, romancista, poeta e dramaturgo brasileiro.


Seu pai, um engenheiro agrônomo e farmacêutico e sua mãe, professora primária, tiveram uma forte influência para que nele despertasse o gosto pela literatura.
Carreira como jornalista


Jornalista desde os 17 anos, trabalhou como comentarista nos jornais Diário de Notícias de Porto Alegre; na Companhia Jornalística Caldas Júnior, nos jornais Correio do Povo e Folha da Tarde e na rádio Guaíba AM. Seu talento foi reconhecido por ocasião da morte do então presidente Getúlio Vargas, com a publicação de um artigo intitulado "Há um homem pelas ruas", no jornal Diário de Notícias.


Foi diretor geral da Rádio Farroupilha; diretor, apresentador e produtor da antiga TV Piratini; foi comentarista na TV Difusora (atual Band RS) e na TV Gaúcha (atual RBS). Tinha um quadro diário no programa Portovisão, da TV Difusora, até 1980, quando se transferiu para o horário noturno, fazendo o comentário final, às 21h20, no programa Guaíba ao Vivo.


Retornando ao jornalismo no final dos anos 80, após o trabalho como autor de telenovelas e seriados de televisão, fundou e editou o Jornal RS, em Porto Alegre.


Quando a TV Guaíba foi à falência, Sérgio Jockymann tomou as rédeas da emissora temporariamente, antes da chegada do novo dono, o empresário da soja Renato Bastos Ribeiro.


Nos meses em que Jockymann dirigiu a emissora, colocou no ar muitas atrações locais, como o programa da hora do almoço Aqui e Agora, apresentado pela primeira e única nissei na televisão do Rio Grande do Sul. O Aqui e Agora tinha como cenário uma parede de fundo branca, com um logo de duas letras A em vermelho e laranja.


Era composto de vários quadros de comentários e notícias, esporte, entrevistas. Logo depois, ia ao ar o programa jovem Clip Clap, apresentado por Gaio Fontela. O programa Magda Beatriz Entrevista era produzido por Claudinho Pereira e ia ao ar no início da tarde. Jockymann ainda criou e dirigiu o A Hora e A Vez do Rio Grande, de entrevistas, com José Fontela.


Atualmente continua exercendo sua profissão na mídia impressa, com a inserção de colunas diárias nos jornais do Grupo Editorial Sinos.


Carreira como escritor
Teatro


É autor de inúmeras peças teatrais, entre as quais Caim (1955), Tutu Marambá, Boa tarde, excelência (1962), Marido, matriz e filial, Lá e Treze, entre outras. Em 1980, sua peça teatral Spiros Stragos foi publicada pelo Ministério da Educação e Cultura e obteve o 2º lugar no IX Congresso Nacional de Dramaturgia.
Poesia, conto, romance
1957 - prêmio de "Poesia do Ano", atráves de concurso literário da Divisão de Cultura de Porto Alegre;
1958 - Poemas em negro - publicado pelo Instituto Estadual do Livro (IEL);
1975 - Vila Velha - volume I - coletânea de contos escritos para o jornal Correio do Povo e publicado pela Editora Garatuja;
1976 - Vila Velha - volume II - publicado pela mesma editora, em decorrência do sucesso da obra anterior;
1982 - Clô Dias & Noites - romance, publicado pela Editora L±
2000 - Sortilégio - romance, publicado pela Editora L&PM.
Televisão
1969 - Confissões de Penélope (seriado - TV Tupi)
1969 - Nenhum homem é Deus (TV Tupi)
1970 - A gordinha (TV Tupi)
1972 - Na idade do lobo (TV Tupi)
1973 - O conde Zebra (TV Tupi)
1974/1975 - O machão (TV Tupi)
1975 - O sheik de Ipanema (TV Tupi)
1975/1976 - Vila do Arco (TV Tupi)
1978 - Roda de fogo (TV Tupi)
1981 - Dulcinéa vai à guerra (TV Bandeirantes)
1984 - Casal 80 (seriado - TV Bandeirantes)




Sanatório da Noticia Especial Internacional



As senhoras e os senhores pacientes leitores deste informativo ligado unicamente a este manicômio informativo e não judiciário acreditam que algum ministro brasileiro poderia dizer o seguinte: O Brasil é o país mais parecido do mundo aos Estados Unidos!


Não só poderia como pode e disse.
Trata-se do ministro de Assuntos Estratégicos do Brasil, Mangabeira Unger, em entrevista exclusiva concedida em Brasília aos repórteres Soledad Gallego Diaz e Juan Arias, do jornal espanhol El País, um dos mais lidos não só na Espanha como em toda a Europa.


E como Mangabeira é dos ministros entre os quase 40 companheiros de Esplanada que mais apanha da imprensa brasileira, principalmente por seu sotaque americanizado, resolvemos transcrever na integra o que ele disse aos jornalistas espanhóis já que os brasileiros não perguntam nada ou quase nada.


Sendo assim a entrevista vai na integra e em espanhol, pois, afinal de contas, língua não é e nunca foi problema pra brasileiro nenhum. Aproveite o fim de semana, leia e depois me diga alguma coisa.




EL PAIS.
Internacional
ENTREVISTA: ROBERTO MANGABEIRA UNGER Ministro de Asuntos Estratégicos de Brasil
"Brasil es el país más parecido del mundo a EE UU"
SOLEDAD GALLEGO DÍAZ / JUAN ARIAS
Brasilia - 09/02/2009


Roberto Mangabeira Unger (Río de Janeiro, en www.robertounger.net). Es autor de un corto, y muy polémico, ensayo sobre "España y su futuro", que escribió antes de ser ministro, que supone una crítica muy directa a los sucesivos gobernantes que ha tenido la democracia española y que podría 1947) es un ministro atípico. Primero por su propia biografía: es catedrático en la facultad de leyes de Harvard (ocupó el cargo a los 29 años, el más joven que ha tenido nunca ese centro universitario y fue profesor del actual presidente de Estados Unidos, Barack Obama), ha escrito numerosos libros sobre política y construcción social y esta considerado como uno de los teóricos más brillantes, y polémicos, en el ámbito del pensamiento social contemporáneo (sus trabajos están disponibles resumirse en una línea: España es hoy un país sin proyecto, incapaz de aprovechar su potencial.



El profesor de Obama


Implicado desde hace años en la política cotidiana de su país, Mangabeira, que se considera de izquierda, fue un crítico muy duro del presidente Luiz Inacio Lula da Silva, quien, sin embargo, le llamó un día, en su segundo mandato, para ofrecerle una cartera que sería insólita en cualquier otro país que no fuera Brasil: ministro de Asuntos Estratégicos. Desde Brasilia, donde recibe a El País, Mangabeira analiza las grandes líneas de la vida política social y económica de Brasil y las grandes corrientes internacionales, pero eso no le parece suficiente. "El presidente Lula me propuso que ayudara a formular un modelo conceptual sobre el futuro de Brasil, pero para hacer eso no necesito estar en Brasilia. Para escribir panfletos podría continuar en Harvard. Lo que intento es definir iniciativas concretas que encarnen o anticipen ese cambio en la trayectoria institucional del país. Escoger iniciativas en políticas públicas sectoriales, educación, trabajo, política agrícola o industrial, que tengan efecto práctico inmediato pero que también prefiguren el cambio de rumbo que necesita el país".


En medio de la formidable crisis económica y financiera actual, sus propuestas, no solo para Brasil, sino para la comunidad internacional en su conjunto, adquieren cada día mayor relevancia y son objeto de mayor debate. Uno de sus últimos libros se titula: "¿Qué debería proponer la izquierda?"


Pregunta: ¿Qué debería proponer hoy la izquierda en todo el mundo?
Respuesta: Básicamente hay tres izquierdas en el mundo. Hay una vendida, que acepta el mercado y la globalización en sus formas actuales y que quiere simplemente humanizarlas por medio de políticas sociales. Para esa izquierda, solo se trata de humanizar lo inevitable. Su programa es el programa de sus adversarios, con un descuento social y una renta moral y narcisista. Hay otra izquierda, recalcitrante, que quiere desacelerar el progreso de los mercados y la globalización, en defensa de su base histórica tradicional (los trabajadores sindicados de grandes empresas industriales). Y hay una tercera izquierda, la que me interesa, que quiere reconstruir el mercado y reorientar la globalización con un conjunto de innovaciones institucionales. Para esa izquierda, lo primero es democratizar la economía de mercado, lo segundo capacitar al pueblo y lo tercero, profundizar la democracia. Yo entiendo ese proyecto como una propuesta de la izquierda para la izquierda. Diría, con un lenguaje provocativo y algo teológico, que la ambición de esa izquierda no es humanizar la sociedad, sino divinizar la humanidad. El objetivo es elevar la vida común de las personas comunes al plano más alto. Y todo lo que se hace en materia de lucha contra la desigualdad es accesorio a esto. Rousseau dice en algún lugar: ellos no consiguieron ser hombres; entonces, decidieron ser ricos. Nosotros, la izquierda, no queremos eso, queremos que sean hombres.
P. ¿Como analiza hoy día la crisis económica internacional?
R. Yo diría que hace mucho tiempo que el mundo está sometido al yugo de una dictadura de falta de alternativas y que, en general, en la historia moderna, contrariamente a lo que pensaron muchos de los grandes teóricos sociales, los cambios fueron forzados por las guerras y los colapsos económicos. El trauma fue el requisito de la transformación. Hoy hay una gran pobreza de ideas sobre las alternativas en el mundo. Las ideas que orientaron la izquierda históricamente, como el marxismo, están fallidas y la respuesta a la crisis financiera internacional revela de una forma muy dramática las consecuencias de esa pobreza de ideas. No hay nada que no sea una versión momificada del keynesianismo vulgar, es la única luz en esta obscuridad. Hasta ahora, el debate ha estado casi enteramente dominado por dos temas superficiales: el imperativo de regular los mercados financieros y la necesidad de adoptar políticas fiscales y monetarias expansionistas. Son ideas muy por debajo del nivel, de la dimensión del problema. Los líderes de las veinte economías más importantes del mundo se reúnen en Washington y no tienen nada que decir. La verdad es que los poderosos aborrecen a las ideas; cuando ellos llegan, las ideas se van.



P. ¿De que habría que debatir entonces?
R. Hay tres temas suprimidos en el debate, mucho más importantes que esos dos temas superficiales. Todo lo que se puede hacer, y se debe hacer, en materia de regulación de los mercados financieros y de expansionismo fiscal y monetario depende, para su eficacia, del enfrentamiento de esos temas subyacentes más importantes. Son tres. Primero, la necesidad de superar los desequilibrios estructurales en la economía mundial entre los países con superávit en comercio y ahorro, empezando por China, y los países deficitarios en comercio y ahorro, comenzando por EEUU. El motor del crecimiento mundial, en los últimos años, fue el acuerdo implícito entre esos dos elementos. Ese motor se ha roto y vamos a tener que conseguir otro. Eso exigirá grandes cambios en EEUU, en China y la organización de la economía mundial.



P.¿No se trata de regular, sino de reorganizar?
R. Efectivamente. Vamos al segundo punto: la necesidad de que la regulación de los mercados financieros sea parte de una tarea mayor, que es reorganizar la relación entre el sistema financiero y la producción. Reorganizar específicamente el vínculo entre finanzas y producción. De la forma en que se organizan hoy las economías de mercado, el sistema productivo está básicamente autofinanciado. ¿Cuál es entonces el propósito de todo el dinero que está en los bancos y en las bolsas de valores?. Teóricamente sirve para financiar la producción, pero en realidad es solo va oblicuamente a ese cometido. Eso no tiene que ser así y eso es el resultado de las instituciones existentes. En este sistema, las finanzas son relativamente indiferentes a la producción en tiempos de bonanza y son una amenaza destructiva cuando surge una crisis como esta. Es decir, son indiferentes para el bien y eficaces para el mal.



P. ¿Y el debate sobre la distribución de la riqueza?
R. Ese es el tercer punto del que hablaba. El vínculo entre recuperación y redistribución. Todos admiramos la construcción en la segunda mitad del s. XX en EEUU de un mercado de consumo en masa. En principio, la construcción de ese tipo de mercado exige la democratización del poder adquisitivo y, por lo tanto, redistribución de la renta y de la riqueza, pero eso no sucedió en EEUU. Ocurrió lo contrario, hubo una violenta concentración de la renta y de la riqueza. ¿Cómo entonces consiguieron los norteamericanos la construcción de un mercado de consumo en masa?. Parte de la respuesta está en lo que sucedió con la supervalorización inmobiliaria ficticia. Ha habido una falsa democratización del crédito, una democratización postiza, precaria del crédito, que hizo las veces de la democratización de redistribución la renta y de la riqueza, que no hubo. Y ahora que ese sistema está destruido, es necesario crear una nueva base para el mercado. Es necesario insistir en cambios más profundos. Lo que yo le digo a mis ciudadanos es que yo quiero una dinámica de rebeldía; pero la rebeldía es una condición necesaria, pero no suficiente. Necesita una aliada que es la imaginación, la imaginación institucional.



P. ¿Cuál es el papel de Brasil en esa polémica?
R. Voy a decir inmediatamente lo que me parece más importante de Brasil. Su atributo más destacable es su vitalidad. Brasil es, sobre todo, vida. Hierve de vida que viene de abajo y esa vitalidad tiene una expresión social muy importante. La clase media tradicional en Brasil hace mucho tiempo que esta debilitada, económicamente y espiritualmente. Yo digo espiritualmente porque esa clase media tradicional amenaza, al igual que en los países ricos del Atlántico Norte, con una cultura de desencanto con la política. Pero Brasil no es Dinamarca, en nuestro país todo continúa dependiendo de soluciones colectivas a problemas colectivos. Nosotros necesitamos desesperadamente la política.



P. ¿Esta surgiendo una nueva clase media?
R. Surge, al lado de esa clase media tradicional, una segunda clase media que viene de abajo. No es una clase media europeizada, sofisticada; es ruda, morena, mestiza, de millones de personas que trabajan, luchan, para abrir pequeñas empresas, que estudian por la noche y que inauguran una cultura de autoayuda iniciativa. Es el horizonte que la mayoría quiere seguir. Pero sin tener cómo seguirlo, sin instrumentos ni ayuda. Yo entiendo que la gran revolución en Brasil hoy, sería que el Estado usara sus poderes y recursos para permitir a la mayoría seguir el camino de esa vanguardia de batalladores emergentes. Para eso tendría que innovar en las instituciones, económicas y políticas. Y ahí está un gran problema, porque nuestros dirigentes históricamente demostraron una completa falta de imaginación y de audacia. Nuestra gran tarea nacional hoy, colocada en sus términos más sencillos, sería instrumentalizar esa energía, esa energía que viene de abajo. Ahí hay dos grandes proyectos. Un proyecto de democratizar la economía de mercado y un proyecto de profundizar la democracia política. Y eso vale para encarar la crisis en todo el mundo.



P. ¿Impulsará Brasil la construcción de un proyecto común en América Latina?.
R. Al proyecto de unión sudamericana le falta un corazón, un cerebro. Es todo esqueleto, estructura, no tiene espíritu. La UE tuvo dos premisas: ser un proyecto de paz perpetua, para poner el fin al siglo de las guerras europeas, y ser un gran espacio de un modelo de organización social y económica diferente del modelo de EEUU. Nosotros no construimos aún en América del Sur una contrapartida para eso, tratamos de comercio, de integración energética y logística, pero no tratamos de lo más importante: cuál es nuestro proyecto, cuál es nuestro camino en el mundo. Yo creo que la afirmación de ese modelo, de esa trayectoria, en Brasil, que es, de lejos, el país más preponderante de América de Sur, permitiría dar un corazón, un cerebro, al proyecto de unión sudamericana.



P. ¿ Como son las relaciones entre Brasil y Estados Unidos?
R. Yo digo siempre que Brasil es el país del mundo más parecido a EEUU, aunque esa semejanza no se reconoce, ni en EEUU ni en Brasil. Son dos países con tamaños prácticamente idénticos, fundados con la mismas bases, población europea y esclavitud africana, multiétnicos. Los más desiguales de su tipo. EEUU, el más desigual de los países ricos; Brasil, el más desigual de los grandes países en desarrollo. Y paradójicamente, en esos dos países muy desiguales la mayor parte de los hombres y de las mujeres comunes continúan pensando que todo es posible. Brasil tiene, sobre todo ahora, una oportunidad extraordinaria y considero que un compromiso crítico con EEUU. Ellos están buscando en este momento, un momento de inflexión histórica, un sucedáneo al proyecto de Roosevelt. En Brasil estamos en una búsqueda paralela de un nuevo modelo de desarrollo que transforme la ampliación de las oportunidades económicas y educativas, en el propio motor del crecimiento económico. No se trata de discutir solo en el nivel de las abstracciones ideológicas; mi propuesta es que construyamos experimentos comunes en las instituciones que definen la economía de mercado y la democracia (FMI,BM, OMC, ONU).



P. ¿Participa el presidente Lula de su análisis estratégico?
R. Lula es, en algunos aspectos, una personalidad opuesta a la mía, pero él tiene intuición, y capta y traduce en sus discursos, lo noto cada vez más, esas cosas.
El profesor de Obama"Barack Obama es un hombre muy inteligente, muy abierto, pero al mismo tiempo muy cauteloso". Roberto Mangabeira tuvo como alumno al actual presidente de Estados Unidos en un curso que impartió en Harvard dedicado al análisis de posibles alternativas.




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