O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

17 de nov de 2014

POR QUE O PORTO
LÁ EM CUBA?

Está saltando óleo sujo, da pior espécie, fora do poço que não acaba mais.

A Operação Juízo Final, braço decisivo da 7ª Fase da Operação Lava Jato, já  sabe por que o governo Dilma financiou o porto de Mariel, em Cuba, distante menos de 40 km da capital, Havana.

É que o BNDES financia obras lá fora, nesses paraísos vizinhos e tão queridos, sem licitação e sem organismos locais de controle.

Qualquer obra desse tipo e nesse padrão de descontrole tem seu porto seguro. Tão seguro que é coberto por sigilo de alto respaldo oficial. Esse dinheiro é que paga as empreiteiras.

Com o porto de Mariel foi assim: para evitar “questionamentos desnecessários”, o governo e o BNDES mantiveram e mantêm sigilo até hoje sobre o empréstimo total de US$ 692 milhões para a empresa construtora modernizar o terminal em Cuba.

E para ficar melhor ainda pra todo mundo, parte dos recursos foi transferida “a fundo perdido”, isto é, sem nenhum ônus para o tomador

Então agora, adivinhe quem construiu o porto da ditadura Castrista?

Se você disser que foi o Grupo Odebrecht, está quase que absolutamente certo. Não é absoluta a sua adivinhação, porque a obra foi erguida em parceria com a empresa cubana Quality.

Se quiser saber como é que a coisa funcionou, saiba então que o porto custou coisa de 957 milhões de dólares - quaseum bilhão! - dos quais 682 milhões foram financiados pelo... BNDES!

Pronto, esta você acertou em cheio.

Acertou, mas dessa vez não vai levar o prêmio no valor de uma caixa de fósforo vazia, porque a pergunta era muito fácil.

Qualquer candidato do Enem, cravaria uma cruzinha nessa questão de simples dedução, mesmo que não tivesse o gabarito em mãos.

De todo modo e de qualquer maneira, essa parlapatice toda serve para mostrar como é que a coisa funciona.

A propósito, você já viu alguma foto de Dilma inaugurando um porto no Brasil?

Aqui, teria licitações, trâmites burocráticos e um bom repertório de dribles como sempre acontece quando o financiamento de grandes somas entra em campo.

E para arrematar,  o presidente do TCU teria que ser convidado para a inauguração da pedra fundamental. Mas o pior e mais difícil de tudo nesse país: a obra teria que ser concluída... Do contrário a imprensa pessimista e até a inerte oposição cairiam de pau em cima do governo, do BNDES, da Odebrecht e o diabo a quatro.