O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

16 de jan. de 2011

Delúbio vem aí

"O PT pode considerar volta de Delúbio". O líder do partido, Zé Eduardo Dutra, um dos "tres porquinhos de Dilma" disse em entrevista ao portal iG que "não existe pena eterna" para ex-tesoureiro.

Faz sentido. Depois que Nelson Jobim das Selvas levou Zé Genoíno - o Artilheiro do Araguaia para a Defesa, ninguém perde mais nada por esperar.

Ele pode até voltar para o PT, mas o pessoal está sentindo mesmo a falta do Delúbio é no governo. Afinal, já se passou mais de um ano e o pessoal está que não se aguenta mais, doidinho para ouvir a tal piada de salão.

Zé Genoíno na defesa

Nelson Jobim das Selvas, zagueiro titular da Defesa encaixou Zé Genoíno, o Artilheiro do Araguaia, no elenco reserva da equipe da primeira-presidenta. A aquisição, como se conclui, foi realizada em critérios técnicos. O cara é um come-bola.

O seu passe, no entanto, pode ser negociado na primeira oportunidade, por preço de ocasião, com o Panetone F.C. - um dos times de Brasília que acabam de receber um "bicho" comum a todos de R$ 800 mil, disponibilizado pelo novo cartola do Distrito Federal, Agnelo Queiroz que tem a chave do cofre das burras públicas da capital do País.

Com a transferência, o atleta - tido e havido, no mais puro linguajar esportivo, como um bom ladrão de bola - deverá ficar instalado nas dependências do clube, ao lado da lavanderia. Uma boa providência, já que nesses tempos bicudos, nunca se sabe qual o lugar mais seguro para se guardar dinheiro de passe.

Vá que a grana seja carregada no calção, ou nas meias, como é moda no DF... Antes de ser usada precisa de uma boa lavagem.

A Nação dos Ociosos

Beneficiário do Bolsa Família fica pouco no emprego.
A constatação é de pesquisa encomendada pelo Ministério de Desenvolvimento Social. O estudo mostra que os beneficiários do Bolsa Família passam menos tempo no emprego e, quando o perdem, demoram mais para encontrar nova vaga com carteira assinada.

Quer dizer, a obra de construir a nação dos ociosos vai mais acelerada do que qualquer outra do PAC. Se o cara ganha sem trabalhar, vai trabalhar pra quê?!?
"Foi um milagre, somos vitoriosos".
Sobrevivente da tragédia no Rio - sem dizer, coitado, o nome do milagroso e sem falar na omissão dos outros santos enquanto a região Serrana desmoronava. (http://www.palavradehonravirtual.blogspot.com/)

"A negligência dos santos está para os fiéis, assim como a incompetência da Defesa Civil está para a população. Os santos ainda fazem milagres; a Defesa Civil quando chega, Inês é morta!".
O Garanhão de Pelotas - metendo o bedelho nas tragédias que vem desmanchando o Brasil.
(http://www.garanhaodepelotas.blogspot.com/)

RODAPÉ - Deus pode ser brasileiro, mas tem sido omisso com sua pátria. Se o Homem sabe que os morros podem desabar por quê deixa chover?!?

15 de jan. de 2011

Erro de Imprensa

O governador Sérgio Cabral disse que viveu momentos de "pânico" na viagem que fez a Nova Friburgo. Ele contou que viu um deslizamento de terra que deixou interditado trecho da rodovia onde estava. Já assessores mais próximos garantem que, assim que pisou em terra firme, o heróico Cabral estava mesmo era em "penico".

Chuva, nunca mais!

R. Stuckert F°/PR
No meio de uma descontraída e sorridente reunião - sabe-se lá por quê cargas d'água - com seus 37 ministros na mesa oval do Palácio, a primeira-presidenta, mais econômica do que Cabral, decretou tres dias de luto oficial pelas "vítimas de chuvas". Comete assim, em versão mais compacta, o mesmo pecado que o governador dos cariocas.

As vítimas não são "de chuvas", são de descaso; são vítimas da falta de planejamento urbano; da ganância imobiliária consentida por governantes despreparados; do desleixo para com uma efetiva política de prevenção a desastres naturais.

Luto não resolve nada; é só um sinal público de respeito por aqueles que nunca foram respeitados pelos donos da coisa pública. Luto, como a defesa civil, vem sempre tarde demais.

Se a culpa é mesmo da natureza, com a soberba empáfia que marca os nossos negligentes governantes de todos os calibres, basta então baixar uma medida provisória estabelecendo que, de agora em diante, no Brasil Maravilha só haverá sol nas quatro estações do ano; chuva nunca mais.

Ou então, para o bem de todos e felicidade geral da nação,  revogue-se, de uma vez por todas, a lenda de que Deus é brasileiro e rasgue-se a fantasia de que este é um país tropical, bonito por natureza.

Agora é tarde

Reprodução
O governador dos cariocas, Sérgio Cabral decretou luto oficial por sete dias, pela tragédia que desabou sobre as cidades e pelas vítimas "das chuvas" na região Serrana do Rio de Janeiro. Isso não é o mínimo que ele deveria fazer; é o máximo que sua capacidade lhe permite fazer.

Stuckert/PR

Já com a primeira-presidenta, a coisa é mais urgenta: num dos locais da catástrofe, diligenta e descontenta ela encara os céus e as nuvens, maiores culpados pelo Apocalypse Now que destruiu vidas e arrasou cidades no Rio Serrano: - Será mesmo o Benedito que não vai parar de chover?!?

Entrementes...

...Casa desaba na Grande São Paulo.

...Nas Minas Gerais...

...Desmoronamento provocado pelas chuvas, ainda na semana passada, danifica 3.920 casas em Belo Horizonte. Mais de 13 mil pessoas tiveram que deixar suas moradias. Hoje, Minas Gerais tem 80 cidades em situação de emergência. Pelo menos 16 pessoas morreram e 19 mil estão desabrigadas devido às fortes chuvas no EstadoO Brasil está se desmanchando. Vão decretar luto oficial por sete dias e pronto! Depois vem a missa do 7° Dia e a memória volta a ser soterrada.
REPROVADO NO ENEM - Estudantes não conseguem acessar sistema do Enem. Candidatos reclamam porque não conseguem recuperar a senha; MEC diz que problema foi corrigido. Pronto, como era previsto, Fernando Hadad foi reprovado outra vez numa prova do Enem.

O JEITO DILMA DE SER - O Itamaraty, em nome do governo Dilma, acaba de rejeitar convite do Irã para inspeção nuclear. Assim, o País posicionou-se ao lado de potências do Conselho de Segurança e se recusou a integrar o grupo que visita hoje centrais atômicas iranianas. Pelo visto, a primeira-presidenta tem por Ahmadinejad a mesma falta de simpatia que nutria por Franklin Martins. E, como se vê, com o Patriota ela deu mais um chega pra lá no jeito Lula de ser que Celso Amorim exportava para o mundo inteiro.

MEIA LIBERDADE - Ministro das Comunicações defende regras para impedir concentração. Paulo Bernardo salientou que discussão de projeto para novo marco regulatório não inclui mídia impressa. Quer dizer, com as mãos nas cadeiras, Bernardo faz jogo de cintura. Acaba de inventar a meia-liberdade de expressão. Escrever pode, afinal jornais e revistas não tem som. O rádio vai continuar não tendo cores. A TV, bem a TV continua como está: com liberdade, mas sem pensamento.

NATUREZA - Kassab, de pífia atuação, definiu sua saída do DEM rumo ao PMDB e, como faz bem ao fígado, está empenhado em botar um bloco na rua. O prefeito de São Paulo quer levar com ele para o novo partido deputados do DEM e colegas de Ribeirão Preto e de Campinas. Não, não importa se os caras são casados e se tem filhos. O PMDB finge que Kassab ainda tem prestígio e mala eleitoral, mas na realidade está de olho mesm é na enchurrada de cargos que dominam a capital paulista. Como é de sua natureza.

RONALDOs - Renato Gaúcho promete reforços de peso e diz que Gremio terá grandes novidades. Depois de perder Ronaldinho Gaúcho, ele deve estar querendo contratar o Fenômeno.

CROCODILO - O jornal Folha de S. Paulo revela neste sábado, estudo encomendado pelo governo do Rio de Janeiro que alertava, já no longínquo ano de 2008, a respeito do risco de um possível desastre na região serrana do Estado.  O relatório alertava que Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo eram justamente os municípios que corriam maior perigo. O levantamento apontava também a necessidade do mapeamento de áreas de risco e sugeria medidas de prevenção a serem adotadas, como por exemplo a recuperação da vegetação. Assim é que as lágrimas de crocodilo do Sérgio Cabral, não são apenas de emoção; o choro é de remorso. A culpa da tragédia não é, como ele quer fazer crer agora, "da natureza e da ocupação irresponsável de alta ou de baixa renda". Em questão de política e de poder é sempre assim, a consciência é covarde: quando por descaso e incompetência não faz o que precisa ser feito, livra-se da culpa, se faz de vítima e sai à cata de culpados.

APAGANDO INCÊNDIO - O desleixo, a incapacidade, o descaso, a desumanidade dos governos de todos os des/níveis colocam os interesses políticos - voto, eleições, coalizões, alianças - e ambições pessoais - poder, dinheiro, cargos públicos - acima de todo o bem e todo o mal. Depois, sem rumo e sem preparo, diante de chuvas trovoadas, enchentes e alagamentos, vem todos juntos como bombeiros, apagando incêndio. Essa gente não age; reage. E reage muito mal, apenas por pirotecnia.

14 de jan. de 2011

O PIOR HAITI É AQUI

Reprodução/AE
EXTRA, EXTRA! - Sérgio Cabral já confirmou com cara apocalíptica e voz embargada: vai neste sábado a Nova Friburgo. Fazer o quê? Diga, fazer o quê?!? Fique sentado na cadeira que lhe dá o poder de governo e coordene logo e com toda a urgência a reconstrução das cidades destruídas, que é o melhor que um bom governante pode e deve proceder nessas horas. Fique sentado no seu palácio governamental e garanta o reinício da história de vida da população da região Serrana, profundamente abalada. Faça agora o que não fez ainda por Angra dos Reis. E deixe de lado, de uma vez por todas, sua campanha para vice de Lula em 2014. Essa não é a hora.

Stuckert/PR
O DESCOBRIDOR - Em meio aos escombros, Cabral descobriu de novo a pólvora: a natureza e a "ocupação irresponsáel das áreas de risco" tem toda culpa pela tragédia que abalou a região Serrana do Rio de Janeiro. Joga, assim a responsabilidade para cima dos ombros dos prefeitos e da população pobre e rica da região. Divinamente, ele se exclui desse quadro de horror, sem prestar qualquer conta do que deixou de ser feito pelo seu governo com os "milhões de reais em ajuda humanitária" que diz ter recebido de Lula para obras de prevenção às desgraças naturais que não foram realizadas por sua Defesa Civil.
Reprodução
DESMEMORIADOS - Quem já esqueceu Angra dos Reis, logo esquecerá a região Serrana. Talvez não decorra nem um ano para que a memória apague essa tragédia, da mesma maneira como foi deletada lembrança sobre a verba de R$ 30 milhões prometida para a reconstrução de Angra.

ESTATÍSTICAS  - A cada dia se divulga uma estatística parcial dos mortos nas cidades devastadas da região Serrana. Os 500 mortos de uma hora atrás, são agora mais de 600. É desconhecido e incalculável o número de desaparecidos, ilhados, mortos e soterrados que a hecatombe e o caos ainda escondem.
Reprodução

O RIO E O RESTO - A dimensão da calamidade no Rio soterrou também as imagens das tragédias que desabaram sobre São Paulo - capital e interior, Minas Gerais, Belo Horizonte e cercanias; Goiás, Acre, Piauí... O Brasil está se desmanchando. A Defesa Civil não age, apenas reage. Quando muito. Nenhum palácio de governo desmoronou até agora. Isso é que é defesa civil.

ÁREA DE RISCO - Dilma, Cabral, governantes e seus governichos em geral só falam em "áreas de risco". O que é área de risco, afinal? Em Brasília, por exemplo, ou mau exemplo, cada metro quadrado da Esplanada dos Ministérios - com a Praça dos Tres Poderes e as torres gemeas do Congresso Nacional - é uma área de risco; de risco enorme, inimaginável.

Reprodução/Dida Sampaio

Nos estados da Federação, os palácios de governo são áreas de risco; nas cidades, cada organismo de prefeitura é área de risco. Ali todos vivem nas encostas, uns dos outros.

Área de risco é cada político no exercício do poder, com seu desleixo, sua incapacidade, sua insensibilidade, desqualificação, seu despreparo para o cargo que ocupa e que alcançou sem submeter-se a qualquer teste de aptidão.

O Brasil é uma ilha cercada de áreas de grandes riscos. Naturais e sobrenaturais. O Brasil desmorona, de Norte a Sul, de fio a pavio, mas quem o desmancha são os governos e os poderosos que se adonaram da nação e do País. O Haiti é aqui. O pior Haiti.

 Stuckert/PR

TRAGÉDIA PERMANENTE - Outra tragédia na qual ninguém mais fala é a morte paulatina dos aposentados que ganham mais de um salário mínimo. Eles despencam - sucumbem em penca - sob o peso do fator previdenciário. Nesta sexta-feira mesmo, depois da revoada de menos de uma hora sobre a região Serrana do Rio, a primeira-presidenta se reuniu com os seus ministros, em Brasília. Lá, Mantega escorregou de novo sobre os trabalhadores brasileiros que lutam para sobreviver com o salário mínimo que os profetas do Apocalipse, magnânimos e salvadores da pátria, resolveram aumentar de R$ 540 para notáveis e perdulários R$ 545.

Ao Deus Dará...

Vendo, ouvindo e lendo o que o governo Dilma e seus componentes básicos tem revereberado contra os "muitos anos de descaso habitacional para com a população de baixa renda" e contra a natureza e sua mania de intempéries, chega-se fácil a duas conclusões:1ª) - O governo Lula não existiu e os "muitos anos" são só dos outros; 2ª) Deus não é brasileiro e será devidamente responsabilizado pela elite do PT e seus aliados.

É uma questão de honra. E se é assim, o processo cairá nas mãos de Lula, a um passo de ser novamente honorável presidente do PT. Ao Deus dará tratamento tão justo quanto dispensou a Cesare Battisti, por exemplo.

Confirmado: Governo Lula não existiu

A chamada e o pretenso lide são do Blog do Planalto, de hoje:

Ministro da Justiça diz que “questão social é chave de tragédias como as do Rio”

A tragédia ocorrida no estado do Rio de Janeiro em função das fortes chuvas é resultado – além da questão climática – da histórica ocupação desordenada do solo, muitas vezes motivada pela desigualdade social e a ausência de políticas habitacionais eficazes que o Brasil viveu durante muitos anos.
A avaliação foi feita pelo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nesta sexta-feira (14/1), em Brasília (DF), durante entrevista coletiva concedida após cerimônia de posse do novo diretor-geral da Polícia Federal.

RODAPÉ - Então, tá. Faz de conta que os últimos oito anos de governo Lula não existiram. A propósito, não "faz de conta" coisa nenhuma; apenas registre-se que, além da primeira-presidenta, agora o Zé Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, corrobora: o governo Lula não existiu. As "desigualdades sociais e a ausência de políticas habitacionais eficazes" foram só durante os "muitos anos" dos que governaram. Um períodozinho de oito anos não é nada para o PT e suas forças aliadas.

Elite a qualquer preço

Nada menos de oito pessoas da famiglia Lula receberam indevidamente passaporte diplomático. A deferência chinfrim foi concedida, sob alegação de "interesse do país", graças ao bajulador Celso Amorim que acabou quebrando a cara, posto que o salamaleque não impediu que a primeira-mulher-presidenta o mandasse para o olho da rua do Itamaraty.

A concessão é ilegal.
O decreto 5.978/2006 prevê que o documento deve ser concedido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, funcionários da carreira diplomática, ministros dos tribunais superiores, procurador-geral da República, subprocuradores-gerais, ex-presidentes e seus dependentes (filhos até 21 anos - ou até 24, no caso de estudantes, ou deficientes físicos).


O clã de Lula não tem um só exemplar que se encaixe nesse perfil. E olha que tem um bocado de gente sem importância nenhuma aí nesse decreto que bota banca de "pessoas não comuns", segundo os padrões usados pelo chefe da tribo para separar amigos e influenciar pessoas.

Na parentada do ex-retirante agraciada com a mordomia, nenhum exemplar da casta lulática preenche um só dos requisitos.

Trata-se de uma banda neo-VIP de três netos e cinco filhos do ex-presideus: Lurian Cordeiro Lula da Silva, a mais velha; Marcos Cláudio, 39; Luís Cláudio, 25; Fábio Luís, 35; e Sandro Luís, 32. Todos eles receberam o passaporte diplomático arrepiando a lei.


Daí se conclui que uma coisa é você ser elegante; outra é ser enfeitado. O dinheiro compra roupa, não consegue comprar estilo. Assim se dá com a mão que balança o berço: se você nasceu para ser sapateiro - como conta a velha fábula - não adianta ganhar um bolo recheado de dinheiro.

Essa turma se diz da classe humilde, mas quer ser elite a qualquer preço. Lula já pensa que é; vive como se fosse. O clã vai continuar sendo o que é, ainda que nadando em dinheiro. Com a grana, pagam o mico de andar beirando a falsidade ideológica. O pior de tudo é fazer um neto passar por isso.

Lula bem que poderia se contentar em realizar seu sonho e voltar a ser o presidente de honra do PT. É a grande chance de alguém, já com cara e jeito de elite comandar o Partido dos Trabalhadores.

RODAPÉ - Que ninguém sinta o ranço de preconceito social. Ele sequer passou por perto. Uma coisa é subir na vida; outra é descer pensando que está subindo. Ninguém deve abrir mão de suas virtudes quando forma a própria personalidade. O caráter de um homem tem como base a dignidade de cada atitude.

Não é nenhuma Brastemp...

Nesta semana que se esvai, tão rapidamente, quando o Brasil parece estar se desmanchando em lama e mortes pela força da natureza e pela imprevidência criminosa dos governos, a primeira-mulher-presidenta deu dois sinais de que segue seu caminho presidencial cada vez mais ao sol de sua liberdade e cada vez mais distante da sombra de Lula.

R. Stuckert/PR

Ela, ao contrário de seu antecessor, foi aos locais das tragédias, sem medo de ver sua imagem ligada a calamidades e a uma realidade negativa; e - surpresa! - mandou rever a regra do passaporte especial, uma medida para evitar futuros desgastes com as brechas que permitiram parentes de Lula renovarem documentos dois dias antes do término do mandato.

Já recebeu homenagem das dissidentes iranianas por escrachar a política de boa vizinhança do governo Lula com as maldades do jeito Ahmadinejad de tratar mulheres; já mandou figuras como Franklin Martins passear na praça enquanto o lobo não vem; já disse de novo que a liberdade de expressão é sagrada... Isso e mais aquilo ali do parágrafo de cima, são evidências de que Dilma está andando com as próprias pernas. O único senão é que ainda carrega o mala Sérgio Cabral à tiracolo.

R. Stuckert/PR

Depois de dar um pára-te-quieto nas artes e manhas do blocão de Michel Temer, Dilma vai gradativamente libertando-se do papel de Dona Flor e Seus Dois Maridos. Não é nenhuma Brastemp, mas até aqui está saindo melhor do que se esperava.

13 de jan. de 2011

Tragédia em Dois Atos

O Garanhão de Pelotas não é na sua vida de animal social, uma entidade devidamente inserida no contexto, a ponto de ser hoje um anarquista da cabeça aos pés, como queria e devia. É mais rebelde do que anarquista; mais revoltado do que rebelde. Não aconselha ninguém a ser um anarquista; muito menos diz que não. É que chegar ao anarquista arte-finalizado, completo e puro é tão inalcançável quanto viver felicidade o tempo todo. É como tentar escrever o assobio. Tente. Você vai descobrir a loucura.

1° ATO

O Garanhão de Pelotas, sempre teve um incontrolável fascínio pelo Caribe. Ano passado, estava o galante persecutor das mais sensuais espécies aracnídeas emaranhado numa teia de renda negra, quando sentiu o frêmito brutal nascido do mais íntimo recôndito da paixão de sua ruiva secretária-executora.

Nem ele mesmo se julgava tão apto assim a provocar vulcões de sensações inconfessáveis; nem ele, Garanhão velho de guerra, se considerava capaz de fazer a terra tremer com uma simples estocada final.

A verdade, no entanto, é que ao jorro do seu nectar erótico sua parceira desandou-se num frenesi tal que, além de suas maviosas formas caírem num requebro interminável, a cama espatifou-se, o chão do quarto cedeu, o teto desabou...

- Que final, fantástico! Que gozo. Hmmm que gozo. Vou relaxar...
- Quê relaxar o quê! Deixa de ser presunçoso, amoreco! O mundo está acabando!
- Quê, mundo o quê... Quem acabou de acabar fui eu!
- Olhali, cara. Te toca, te antena: É um terremoto! A cidade desabou. Port au Prince acabou!

O Garanhão de Pelotas, levantou-se do pedaço de assoalho que ainda restava da suíte presidencial do imponente Comfort Resort, chegou à varanda e só então se deu conta de que o Haiti já não era mais bonito por natureza.

Era uma tragédia. Um desmoronamento só; homens, mulheres, simples mortais e "pessoas não comuns" morrendo soterradas; pedra, cascalho, cimento, ferros retorcidos, corpos amontoados, crianças soterradas, um caos. Port au Prince acabara.

Antes que os políticos de todas as classes e partes do mundo chegassem com as mãos vazias e as gargantas atulhadas de promessas; antes que os safardanas aportassem em Port au Prince com suas ajudas humanimonetárias, o Garanhão e sua secretária ruiva se mandaram.

Fugiram daquele pavor. O check-in numa esteira que servia de aeroporto revelava o novo destino do Garanhão de Pelotas: tinha encontro marcado com as outras duas secretárias-executoras - a loira e a morena - num outro paraíso terrestre.

Esse sim, paraíso inatingível pelos males de uma natureza revoltada e cruel. E, com a ruiva à tiracolo, se mandou rumo ao País de Alice - que o Garanhão não pode ver desastre, destruição, nenhuma dessas maldades saídas dos quintos do inferno...

Deixou a tarefa de reconstrução do pobre país para os senhores do mundo, para os governantes que sempre aparecem quando a crônica das mortes anunciadas já foi lida, relida e só deixou desencanto, tristeza e destruição. O Garanhão se mandou. Sem olhar pra trás, já que não tem a menor vocação para virar estátua.

2° ATO

Nosso herói estava na maior. Dê-lhe que te dê-lhe. E ia fundo e voltava fácil. - Ai, como é bom viver no País das Maravilhas - dizia de si para si mesmo. As gurias se refestelavam. Umas trocando de lugar e de preferências com as outras. Pela progressão aritmética, as três imaginaram pelo menos 18 composições da trinca, todas aglutinadas numa gandaia daquelas com o garboso e, pra essas coisas de alcova, solidário e prestimoso Garanhão...

Eis que, na hora do pega que vai escapar, o experiente mancebo torna-se afoito e... pronto! A Terra toda tremeu. Aquilo sim é que era gozo; aquilo sim é que era orgasmo múltiplo! Parecia até que o Rio de Janeiro, capital maravilhosa do Brasil de Alice, um ano depois, estava clonando o Haiti...

A verdade é que, ao jorro do seu nectar erótico suas parceiras desandaram-se num frenesi tal que, além de suas maviosas formas caírem num requebro interminável, a cama espatifou-se, o chão do quarto cedeu, o teto desabou...

Estranho, mas o Garanhão teve a nítida impressão de que já vira aquele filme. Deu um chega pra lá na última das secretárias que estava a seu lado - as outras duas jaziam esparramadas embaixo dos móveis da suíte. Foi até a varanda. Arrependeu-se de não ter se hospedado no Quitandinha... Petrópolis estava arrasada. Deslizava dos morros. Desandava pelas encostas. A região Serrana inteirinha era a imagem encharcada de todos os fogos do inferno.

Então, lá de cima de sua sacada, se deu conta de que o Brasil Maravilha já não era mais bonito pela natureza. Pela natureza dos seus políticos, dos seus governantes.

Era uma tragédia anunciada; consequencia inevitável da insensibilidade dos governos de todos os naipes - federal, estaduais e municipais - que não aplicaram na defesa civil nem sequer 15% da verba que tinham para prevenir hecatombes como essas que já tinham dado o ar da desgraça em Angra dos Reis - o Jardim do Éden brasileiro para quem o governo federal deve, há mais de um ano, R$ 30 milhões que prometeu e, comme d'habitude, não cumpriu

O Garanhão viu com os seus olhos que a terra há de comer o que é mesmo uma "herança bendita", deixada assim de mão beijada, para quem quer e gosta.

O Brasil Maravilha é um desmoronamento só; homens, mulheres, simples mortais e "pessoas não comuns" morrendo soterradas; pedra, cascalho, um caos. As esperanças e as crenças deslizando, desabando, desmoronando pela vida abaixo.

O Garanhão de Pelotas já está de malas prontas outra vez. Vai embora para a pousada "Manoel Bandeira", em Passárgada, lá ele é amigo do rei. O Brasil Maravilha acabou.

Coletiva da Tragédia

Reprodução/iG-Enterro em Teresópolis

A primeira-mulher-presidenta sobrevoou a região Serrana do Rio. Depois foi para uma coletiva com o mala Sérgio Cabral à tiracolo.  No meio de nada concreto, assim que prometeu "primeiro resgatar, depois reconstruir com prevenção", Dilma viajou para o passado: "houve um absoluto desleixo com relação às condições de moradia no Brasil". Nesse costumeiro amargo regresso conseguiu a proeza de saltar por cima dos últimos oito anos. É como se o governo Lula não tivesse existido nem para o bem, nem para o mal. Tradução: a coletiva sobre a tragédia foi um desastre.

Tiririca não tem culpa

Diplomado em 17 de dezembro do ano passado, o palhaço - agora humorista - Tiririca passa a relaxar e gozar os benefícios a que tem direito:


Salário mensal: R$ 26.700,00; Ajuda Custo: R$ 35.053,00; Auxilio Moradia: R$ 3.000,00; Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00; Despesa Médica pessoal e familiar: ilimitada e internacional, com livre escolha de medicos e clinicas; Telefone Celular: valor ilimitado. E tem ainda como bônus anual: mais dois salários, equivalentes a R$ 53.400,00.

E se você acha pouco, tem mais ainda: passagens aéreas e estada em hotéis, de primeira classe ou executiva, sempre; reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente,  para cada ano de mandato. Custo medio mensal: R$ 250 mil.  Aposentadoria: total depois de oito anos de gestão e com pagamento integral.

É preciso que se diga: Tiririca só tem direito a isso aí. Não tem culpa nenhuma. Você é que é um palhaço: até hoje patina no seu emprego, seu pai se aposentou com dez salários, agora ganha menos de cinco, é escravo do fator previdenciário e tanto ele, quanto você ainda batem bumbo pra essa gente.
Não se sabe bem por quê, mas os Correios lançaram um selo comemorativo em homenagem a Lula. A face - para usar a terminologia numismática - custa R$ 2. Nem um centavo a mais. Faz sentido.

FOLIA PÚBLICA
Na saga de manter viva a chama do culto à personalidade, graças aos cofres da prefeitura de São Bernardo Campo, Lula vai ser tema de enredo da escola de samba Toma Lá Dá Cá, ou coisa parecida, no próximo carnaval de São Paulo. A momesca homenagem vai custar a bagatela de R$ 2 milhões ao governo da cidade, nova campeã da folia paulista. O prefeito Luiz Marinho, ex-ministro do ex-presidente, vai garantir a farra. Ah sim, o nome da escola de samba paulista é Tom Maior.

ENTREMENTES...
Chuva Mata 271 pessoas na Serra do Rio. Com 130 mortes, Teresópolis decretou estado de calamidade pública. O decreto chega tarde, a calamidade já aconteceu. E é bem maior do que se sabe até agora:

TRAGÉDIA ANUNCIADA
O temporal que atingiu a região serrana do Rio, teresópolis e Nova Friburgo provocou a maior catástrofe da natureza desde 1967 em um só dia no Brasil. Deslizamentos de toneladas de terra, quedas de pedras gigantescas e enxurradas, verdadeiros tsunamis atingiram moradores, invadiram bairros inteiros e inundaram prédios em questão de segundos.


As regiões de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis são os mais novos Haitís brasileiros; ficaram destruídas ou tomadas pela lama, em um cenário tipo furacão Katrina, que devastou a cidade americana de Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2005. Pior, bem pior do que aconteceu em Angra, no ano passado.


As autoridades - que nada aplicam em defesa civil há muito tempo - continuam culpando a natureza, a audácia de quem mora no que chamam de "áreas de risco" e às garrafas plásticas que entopem bueiros. É como se fosse a dengue: a população é culpada. Para os governantes, Defesa Civil é um recurso que existe para se aplicar só depois que as calamidades acontecem.

Nesse interim, já nem se fala mais no que está acontecendo no Piauí, no Acre e o que aconteceu há dois dias na Grande São Paulo. Só o Ministério Público Estadual pressiona o governo de São Paulo a detalhar suas obras contra enchentes. A prefeitura informa que fez a recuperação da galeria da avenida Nove de Julho, mas nesta semana um jovem afogado morreu na região. I la nave va.

12 de jan. de 2011

Luz no fim do túnel

Fator previdenciário deve voltar à pauta do Congresso
Da Agência Câmara
A pauta da Câmara na nova Legislatura já começa com um problema a ser resolvido: o que fazer com o fator previdenciário. O novo ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, admitiu que o fator prejudica os aposentados, e aceita a possibilidade de substituí-lo pelo aumento da idade mínima para a aposentadoria. Sua equipe técnica está estudando a forma de fazer isso sem que a troca acarrete aumento do déficit das contas do INSS — que vai para R$ 42 bilhões em 2011, se for mantido o salário mínimo em R$ 540.

O fator previdenciário é a fórmula aplicada para a aposentadoria, e leva em conta o tempo de contribuição do trabalhador, sua idade e a expectativa de vida dos brasileiros. O objetivo é incentivar o segurado do INSS a postergar sua aposentadoria, prolongando o tempo de contribuição, e reduzindo, a médio prazo, o déficit previdenciário.

A tendência é de aumento de perdas para o trabalhador: com a nova expectativa de vida divulgada pelo IBGE, o cálculo do fator previdenciário foi alterado. De acordo com o INSS, considerando-se a mesma idade e tempo de contribuição, um segurado com 55 anos de idade e 35 anos de contribuição que requerer a aposentadoria a partir de agora terá que contribuir por mais 41 dias para manter o mesmo valor do benefício.

O economista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Piscitelli avalia que, com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o País não terá como fugir de modelos que retardem a idade mínima para a aposentadoria.

Proposta na Câmara

Na Câmara, está pronto para ser votado pelo Plenário o PL 3299/08, do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com o fator previdenciário. A proposta fixa o salário de benefício a partir da média aritmética simples dos 36 últimos salários de contribuição, anteriores à aposentadoria.

Em junho último, o Congresso já havia aprovado uma emenda a uma medida provisória que acabava com o fator previdenciário, mas o presidente Lula vetou a proposta. Após o veto, o presidente da Câmara, Marco Maia, declarou que a Casa deve abrir um amplo debate sobre o fator previdenciário e a sustentabilidade da previdência pública e privada no País.

As centrais sindicais também são contra o fator previdenciário, mas, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), estão abertas ao diálogo com a nova presidente, Dilma Rousseff.

RODAPÉ - Esse finalzinho é o sinal de que vamos ser atropelados por um trem-bala logo ali.

Cara de um...

AMEAÇA - Lula não desencarna do governo nem a pau. Agora, lá do Forte dos Andradas, ameaça que vai voltar a ser o presidente de honra do PT. Nada mais parecido com a cara de Lula. E vice versa.

HONRARIA - Nuncaantesnessepaís um partido teve tanta honra ao mesmo tempo.

ELITE LÁ - Lula de volta à presidência de honra do PT. Enfim, a elite chega ao partido dos trabalhadores!

CIUMEIRA - Qual o ego mais enciumado: o de Lula, com a projeção de Dilma; ou o de Luxemburgo, com o cartaz de Ronaldinho?!?

DÁ OS ARES - Revelada propina de 700 mil para a campanha de Alckmin. Nuncaantesnessepaís Geraldo Alckmin se pareceu tanto com Paulo Maluf.

O MAIOR HAVAÍ - Pois essa história de que Deus já não é mais brasileiro, acabou transformando São Paulo no maior Havaí brasileiro.

NOVO CARGO - É tanto governante entendido em clima culpando as chuvas, as intempéries, o mau tempo, a natureza pelos deslizamentos e tragédias que abalam o Brasil inteiro que nas próximas eleições eles vão concorrer ao cargo de meteorolgista.

11 de jan. de 2011

Propina de cunhado

Procuradoria aciona Alckmin e mais 16 por suspeitas na captação de recusos na eleição. O jornal O Estado de S. Paulo edita depoimento que revela propina para cunhado de Alckmin. É coisa em torno de R$ 700 mil.

Paulo César Ribeiro é suspeito de integrar organização que troca contratos públicos por doação eleitoral; advogado nega. E se perguntarem alguma coisa para o Alckmin, ele vai dizer que seu nome é Brizola e sair de fininho:

- Cunhado não é parente!

O Governo Invisível

O Governo Invisível é aquele que manda nos tres Poderes constituídos da República. Quando o Supremo Tribunal Federal abriu mão do voto de Minerva na hora de extraditar o criminoso italiano Cesare Battisti e transferiu a decisão para Lula, todo mundo ficou sabendo quem é que pode e quem é que se sacode no Brasil.

Hoje, as páginas políticas dos jornais brasileiros tem cores de cadernos de polícia. Mais que manchetes, as chamadas são uma ameaça pública e notória que os desavisados nem chegam a perceber:

STF deve manter Battisti no País.
E os sutiãs da matéria desnudam a realidade:
Ministros da corte lembram que foi o STF quem decidiu que a última palavra caberia ao presidente da República.
O striptease do noticiário traz no seu erotismo bandalho nada mais, nada menos, do que o testículo básico da Constituição-Cidadã de 1988.

Para entender o desavergonhamento oficial que se perpetra, basta passar os olhos no seu Capítulo III, que trata do Poder Judiciário, Seção II, do Supremo Tribunal Federal.

Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
                Parágrafo Único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:
               I - processar e julgar, originariamente:
               a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual;
               b) nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membors do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República...

E pode-se parar por aí. Quem não entendeu até agora, por quê o STF deve manter Cesare Battisti no País, acredita em Papai Noel e deve ter tido mais um Natal "extraordinário".

O Governo Invisível tem nome, sobrenome, está relaxando e gozando nas costas do STF; engolindo a massa e balançando a pança do Senado e da Câmara que, juntos, configuram a grande casa de tolerância política do Brasil.

Nesse País, enquanto o lobo mau tiver poder de convencimento para fazer as ovelhas aceitarem convites para os seus banquetes, a fábula nunca terá final feliz. Será apenas mais um conto tragicômico que no fim não tem nem moral da história.

Carteirinha da elite

Há muito tempo que carteirinha do PT arruma mais emprego no Brasil que diploma universitário. O passaporte diplomático agora é a carteirinha de elite do PT. Só preenche vaga em boca rica.

Cinismo salarial

Salário mínimo superior aos R$ 540 ganha mais aliados e esquenta as negociações no Congresso. Deputado Paulinho da Força Sindical, por exemplo, quer um valor maior que considere o forte crescimento econômico do ano passado.

Chega a ser comovente como esses caras, com salários e gorduramas que chegam a mais de R$ 100 mil por mês, pensam nos ganhos do trabalhador brasileiro. Nenhum deles se anima sequer a propor o fim do fator previdenciário que assalta o bolso dos aposentados e pensionistas do INSS.
COMBATE ÀS DROGAS - Irã proibe os livros de Paulo Coelho. Críticos literários iranianos garantem que não há nenhum fundo religioso na medida. Trata-se apenas de uma investida contra a disseminação de drogas no país.

ELA QUER A FORÇA - Com um dos dois em gozo de férias e o outro embaixo do braço, dona Dilma resolve ser mais Dilma que Dona Flor, ignora pressão do PMDB e mantém formato de núcleo político. A primeira-presidenta, descontenta, foi diligenta e congelou as nomeações em empresas estatais até que se conclua a sucessão no Congresso, em 1.° de fevereiro. Quer dizer, se as presidências das duas grandes casas de tolerância da política brasileira não ficarem com o PT, os mais de 22 mil cargos da herança bendita que seu criador lhe deixou serão distribuídos para o partido da presidenta. Só assim ela ficará contenta.

NA RESERVA - Justiça americana mantém acusado de ataque no Arizona na cadeia. Dito assim desse jeito, dá a impressão de que estão reservando o matador Jared Lee Loughner que atirou em 20 pessoas e matou seis para mais uma reunião do Congresso americano.

ESCASSEZ DE VALORES - Marco Maia: "Há assuntos 'mais importantes' que passaportes diplomáticos". Presidente da Câmara reagiu às críticas feitas pelo presidente da OAB, Ophir Cavalcante, à emissão de passaportes diplomáticos para deputados e seus parentes. O diabo é que não há no Brasil parlamentares "mais importantes" para tratar desses assuntos.

DANÇA COM OS LOBOS - Supremo Tribunal Federal manterá decisão sobre Cesare Battisti. Lula fez sondagens entre ministros do STF antes de anunciar que ex-ativista ficaria no Brasil. Isso nos remete a uma questão: quando haverá uma emenda à Constituição estabelecendo concurso público obrigatório para ministros do Supremo Tribunal Federal? Assim como está, escolhido a dedo pelo governante de ocasião, o organismo que tem por finalidade precípua vigiar os atos do presidente da República, parece apenas um seleto rebanho convidado para uma dança com os lobos.

Caiu na rede:
Xuxa será indenizada em R$ 150 mil pela Igreja Universal

Motivo foi uma matéria publicada pela "Folha Universal" que chamava a apresentadora de "satanista".

Na primeira passada de bandeja, na liturgia do dízimo, a conta é liquidada na primeira igreja da esquina. De vez em quando dá certo a gente se queixar do bispo.


10 de jan. de 2011

Ódio à elite

A grande mudança que o governo Lula promoveu nesses oito anos de domínio sobre a sociedade brasileira, foi a transformação do próprio Lula. Nunca mais Luiz Inácio Lula da Silva voltará a ser o metalúrgico que chegou ao Palácio do Planalto. A resposta dos brasileiros que acreditaram naquele pobre homem do povo, será dada pelo próprio Lula. Ele logo estará se odiando e odiando a familia inteira: é que Lula não suporta quem é da elite.

A Gandaia dos Passaportes

Essa gandaia de passaportes diplomáticos para a turma que hoje compõe a elite brasileira - na mais chula expressão nacional - é mais profunda do que aparenta. Dentre os mais de 600 passaportes emitidos pelo Itamaraty, pouco mais de 10% tinham justificativas funcionais. O resto é puro turismo.

Dias antes, de pedir ressrcimento à Câmara pelo dinheiro que gastar em um motel, Pedro Novais, o agora ministro do Turismo de Dilma, solicitara o seu passaportezinho especial que, afinal, ele também não é de ferro.

Essa elite, na verdade, gosta mais lá de fora do que dessa terra que lhes dá pão e mel. Se você não está lembrado, rebusque os meados do governo Lula. Dona Marisa Letícia acabara de conseguir cidadania italiana para ela, seus filhos e afins. Indagada sobre as razões que a tinham levado a requerer dupla cidadania, ela foi lacônica como de hábito: - Quero um futuro melhor para eles.

Lacônica, profunda e politicamentemente sincera, como faz bem a uma "pessoa não comum" que sabe com o quê e com quem está lidando. Daí a 11 caminhões de mudança, foi só um pulo.

A PROPÓSITO...

Marcos Cláudio Lula da Silva, um dos dois filhos de Lula da Silva, o presidente retirante, ironizou no microblog Twitter a possibilidade de devolver o passaporte diplomático que recebeu de mão beijada.


O blogueiro Alexandre Porto sugeriu que Marcos agradecesse e devolvesse o documento. O Lulinha II debochou: “Já está agradecido, agora devolver, só se for o velho... Sem nada escrito, em branco...Saudações!!!”.

Acontece que pouco antes, o filho Número 2 de Lula havia respondido de forma bem diferente a um repórter do jornal Folha de S. Paulo. Sobre a devolução do passaporte ele mentiu: “Vou, aliás nem vi... Devolvo o antigo também, sem nenhuma escrita nele, branco como chegou... Saudações!”.

Agora, a Ordem dos Advogados do Brasil recomendou que os filhos de Lula devolvam os passaportes. Caso contrário, eles devem enfrentar uma ação para que os devolvam por força da Justiça.

Relax e gozo de férias

Reprodução/foto-AE
Famiglia Lula da Silva, em gozo de férias no Forte dos Andradas, Guarujá, paraíso do Exército no litoral paulista.

"Críticas à viagem de Lula são ridículas".

Nelson Jobim, ministro da Defesa - chamando de "viagem" as férias da família Lula no Forte dos Andradas, sem medo nenhum de ser ridículo, uma vez mais.
(http://www.palavradehonravirtual.blogspot.com/)

Na verdade, o ridículo de Jobim das Selvas começou quando ele, agradecido pela permanência no ministério, graças a Lula, ofereceu relax e gozo de férias "em segurança" nas dependências do Forte dos Andradas, base de lazer para altas patentes militares.

Ora, um ex-governante que tem a aprovação popular de Lula, pode gozar férias até na arquibancada da torcida do Corinthians em jogo contra o Palmeiras que não corre perigo algum. Quem não tem segurança nem "proteção necessária" no Brasil é o povo que trabalha, paga a conta e mora atrás de grades, enquanto a bandidagem vive e convive à solta com a mais nova e escrachada elite desse País.

9 de jan. de 2011

Olha a Banda aí, gente!

Foto: ABr
Aí está Paulo Bernardo, das Comunicações de Dilma, descartando o projeto de controle da mídia, apresentado por Franklin Martins a mando de Lula e deixando no ar um cheiro de que Zé Dirceu já está se acomodando de novo: "Universalizar a banda larga no País é prioridade de governo". Bernardo inicia, a partir desta segunda-feira, reuniões com as melhores casas do ramo, empresas de telefonia e provedores de acesso, além de entidades sindicais e sociais. O ministro espera que até o mês de abril tenha fechado o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Nesse período de ajeita daqui, mexe-mexe dali, só nos resta anotar no caderno o nome das empresas de "consultoria" que intermediarão as conversas.

Manchete e entrelinha


Ex-Vice quase ex-José Alencar deve deixar a UTI do Sírio Libanês neste fim de semana.

Quem diria?!?

Pois não é que, mesmo sem Lula na Presidência da República, a vida continua no Brasil?!?

Primeiro domingo sem o som de Lula

Foto: Stuckert/PR
Este é o primeiro domingo que o brasileiro passa sem ouvir o som de Lula. Sua voz rouca das ruas não está ecoando como ele próprio esperava. Até a primeira-presidenta já se mostra uma criatura diligenta e inteligenta e, descontenta com umas coisinhas lá que outras, anda contrariando algumas orientações deixadas para ela como herança bendita do criador. E para amanhã, o Café com o Presidente já esfriou. Esse 2011 promete. Promete tanto que até a pobreza vai ser erradicada.

Como assim, Comissão da Verdade?!?

Sem melhor programa pela frente, Jobim da Selva defende agora uma Comissão da Verdade para besbilhotar os dois lados: Forças Armadas e guerrilheiros. Quer dizer, uma dupla volta ao passado. O presente e o futuro a Deus pertence.

O diabo disso tudo é saber quem serão os donos da verdade; quem vai investigar o quê e a quem; por quê e para quê. Jobim apenas deu corda na tensão que já foi criada dentro do governo Dilma. Essa pandija de sevandijas fala como se fosse possível haver no Brasil uma Comissão da Verdade. Não há nem verdade, quanto mais comissão...

De qualquer maneira, a primeira-presidenta não está contenta: mandou a guria Maria do Rosário, dos Direitos Humanos dar uma segurada "nas patinhas de trás" - como dizem lá no Sul, terra do coração de Dilma e já chamou o general Zé Elito no apito quando ele disse que não era "vergonha para o país o desaparecimento de presos políticos".

Sobre esse assunto rançoso fica um replay do discurso da primeira-presidenta no dia em que recebeu a faixa, herança bendita do governo anterior. Ela lembrou que foi torturada na época da ditadura, mas afirmou não ter ressentimentos nem rancores.

Dilma, antes de assumir, chamou os comandantes das Forças Armadas para dizer que não haveria "revanchismo" e aproveitou para pedir que não houvesse por parte dos militares a "glorificação" do golpe de 31 de março de 1964, uma data marqueteiramente mascarada, posto que a ditadura começou em 1° de abril - Dia dos Tolos.