O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

18 de mar de 2015

DINHEIRO LIMPO
A Lava-Jato aperta e o PT geme. Diante das denúncias que levam os milhões de reais de propina aos cofres do partido, a tesouraria do clube partidário que está no poder há 12 anos jura por tudo quanto é mais sagrado que "todas as doações foram legais". É que o dinheiro sujo de óleo da Petrobras para o código de ética do PT é dinheiro limpo. Simples assim.

DEVASSA NO CONSELHÃO
DÁ NOS NERVOS DA DILMA

Dilma Vana está à beira de um ataque de nervos. Grande coisa, isso não vai contribuir em nada para melhorar o seu conhecido mau-humor.

Mas a aceleração dos batimentos cardíacos da president@ Coração Valente, tem mais uma razão de ser: o Tribunal de Contas da União deve começar uma devassa na atuação do Conselho de Administração da Petrobrás ao longo desses anos luláticos que desmilinguiram a Petrobras.

Isso coloca Dilma Vana às portas de um processo de impeachment. É que nesse caso, mais do que ser ministra das Minas e da Energia de Lula, mais até do que ser president@ da República, Dilma foi o tempo todo presidentona do Conselhão.

Todo papelucho de compra e venda que correu e ocorreu lá dentro levou o seu jamegão, até mesmo aqueles como o relatório de Cerveró para o cambalacho da refinaria de Pasadena que Dilma disse que "não leu direito". 

Isso é ótimo para essa corrida da Lava-Jato rumo a sua missão de passar o Brasil a limpo. Mas, é como na Fórmula-1: uma coisa é colar atrás do carro da frente; outra coisa é ultrapassar. O Brasil ainda tem muita ducha pela frente. 

O PÉ DA DILMA
Essa devassa do TCU pode pegar no pé da Dilma. Ela vai se basear na confissão da própria Dilma Vana, 
que atribuiu ter assinado a autorização da negociata de Pasadena por não ter lido direito as informações
de Nestor Cerveró que, agora, ela diz que eram falsasPara os investigadores, esta pista não é uma
digital é uma pegada; o pé de Dilma na lama.

MAIS UM DEDO DE PROVA

Quem botou Sérgio Gabrielli na Petrobras; quem botou Paulo Roberto Costa, Renato Duque, Nestor 
Cerveró, Dilma Vana que botou Graça Foster lá dentro da Petrobras foi o cara de múltiplas facetas
que atende pelos codinomes de Pai de Todos, Seu Vizinho, Fura-Bolo, Mata-Piolho, mas que não dá 
ouvidos quando o chamam de Dedo Mindinho. 

A Polícia Federal, o Ministério Público e Sérgio Moro já sabem de quem se trata. Dizem, no entanto, 
que é mais difícil colher as digitais na cena de um crime quando falta alguma coisa. No jargão 
policial é o chamado dedo de prova.

EM BOAS MÃOS
Esse governo me causa frouxos de riso. Já começou a cumprir o que os dois patetas prometeram
em nome de Dilma, naquele entardecer de panelaços do domingo da mobilização. Entregaram o
primeiro pacote anticorrupção no Congresso Nacional. E adivinha, nas mãos de quem? Pois é, dele
mesmo, o caubói do gado fantasma, Renan Calheiros!

CORAÇÕES AFLITOS
Alô, alô, corações compungidos e aflitos aí no Congresso Nacional! Ainda falta o depoimento de 
Fernando Baiano que, para sua santa paz de espírito, ainda não é nenhum delator premiado. 

DELATOR NATURAL

Renato Duque viaja de algemas do Paraná para Brasília. Vai depôr na CPI-2 do Petrolão. Ainda não é 
delator premiado. Isso quer dizer que sua palavra, se ele se dignar a falar alguma coisa, não vale nada.

Fora da CPI, só no âmbito da Lava-Jato, quanto mais tempo Duque levar para fechar um acordo de 
delação premiada, melhor para a limpeza do Brasil. Ele pode até esconder os dois grandes chefes do 
esquema, mas não vai poder livrar a cara de Zé Dirceu, o reincidente. 

E tem mais, seu silêncio será para o Petrolão o que o silêncio de Marcos Valério foi para o Mensalão.
Valério curte cadeia até hoje. E vai ficar por lá ainda um bom tempo.

LICENÇA MÉDICA
Dilma Vana se acumpliciou, uma vez mais. Não demitiu El Cid Gomes, o bazofeiro que se faz de 
doente para não pagar o mico de não saber dizer quem são os 400 "achacadores" dentro da Câmara de 
Deputados. Dilma lhe concedeu dispensa por "licença médica". Há quem ache, pelos corredores do 
próprio Palácio, que Dilma perdeu a chance de, pelo menos uma vez nesse seu governo, ouvir um 
de seus ministros falar a verdade.