O medo

TENHA MEDO DO QUE O GOVERNO PODE FAZER COM VOCÊ. NO BRASIL GOVERNAR É SATISFAZER NECESSIDADES FISIOLÓGICAS.

28 de out de 2014

ENTREMENTES...
Enquanto Dilma Vana, ao invés de fazer o que tem que fazer já no exercício da bi-presidência republicana e fica dizendo que quer "diálogo", dá-se início nos bastidores a uma guerra surda: Pimentel aparece como candidato a sucessor de Dilma em 2018. É o primeiro chute nos fundilhos da campanha "Volta Lula". Isso não é política, nem sequer amizade... É o mais puro companheirismo.

IMPEACHMENT
Dos 14 pedidos de impeachment de Dilma Vana registrados na Câmara dos Deputados, dois deles decorrem do Petrolão, esquema de corrupção que fez desandar a Petrobrás, desde que Lula subiu a rampa em 2002. Afora isso, há um abaixo-assinado virtual rolando no site Avaaz que já tem um milhão e duzentas mil adesões. Isso tem lá alguma coisa a ver com política? Que nada. É só mais um game para quem gosta de se divertir sem sair de casa. Pelo menos não corre os riscos de um sequestro-relâmpago, ou de ser enxotado das ruas por um blackbloc da mercenaria oficial. Então, isso não é política; é puro lazer.

PICUINHA
Lula tá nem aí para as escaramuças que fazem de Fernando Pimentel o cara certo para derrotar Aécio Neves daqui a quatro anos em nova corrida rumo ao Palácio do Planalto. Lula agora está preocupado mesmo é em interferir na composição do novo governo Dilma. Não descansa enquanto não botar Jaques Wagner no Ministério da Fazenda, não por capacidade e sim por picuinha, só para inticar com os bigodes de Aloízio mercadante que Lula mais que detesta, abomina. Isso não é política; é pirraça.

MICARETA
Dilma já vai começar a provar o gosto amargo da dependência nefanda ao PMDB, maior partido do Brasi, desde os tempos da Arena, quando ainda se chamava só MDB e já era assim-assim com o governo que estivesse de plantão. É que já nesta quarta-feira o PMDB vai anunciar a candidatura do carioca Eduardo Cunha, cuja mera menção ao nome já lhe causa engulhos, à presidência da Câmara dos Deputados, em fevereiro do ano que vem. Isso não é política; é um pré-carnaval.